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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Nas profundezas de Jaws

O carioca Tiago Candelot é um dos finalistas do concurso Billabong XXL Global Big Wave Awards 2011.



Morador da ilha de Maui há mais de cinco anos, Candelot disputa o prêmio Verizon Wipeout, que premia em US$ 2 mil o surfista que levou a pior vaca da temporada.


O brazuca foi derrubado por uma bomba em Jaws, Hawaii. Seus adversários são o catarinense Everaldo "Pato" Teixeira e os australianos Laurie Towner, Mark Matthews e Ben Wilkinson.


Logo depois de formar-se em Administração de Empresas na PUC-Rio, Candelot tinha como meta passar alguns meses na ilha de Maui e depois ir para a Europa fazer mestrado.

Carioca exibe habilidade no kite surf. Foto: Arquivo pessoal Candelot.
 
Na data da viagem para a Inglaterra, encontrou alguns amigos que estavam indo ao Tahiti passar dois meses surfando e foi aí que todo o plano acabou, ou tudo começou?

Tiago passou dois meses surfando as poderosas ondas de Teahupoo e resolveu então voltar de vez para o arquipélago havaiano.


Aprimorou seu surf, mergulho, aprendeu a velejar e a trabalhar pesado. Começou trabalhando com jardinagem e lavando pratos em restaurantes.


Hoje tem sua própria empresa de landscaping e é chefe de cozinha de um dos restaurantes mais apreciados na cidade onde vive, o North Shore, em Maui. Sempre sorrindo e parceiro na água pra qualquer hora, com vento ou sem vento, com mar grande ou pequeno.

Você está sendo apontado como favorito a levar o título da maior vaca do ano no Billabong XXL, em uma onda enorme em Jaws! Em que modalidade estava surfando nesse dia? Paddle ou tow-surf? O que acha da sua participação no prêmio?

Nesse dia, eu estava fazendo tow-In. Sobre a participação no Billabong, eu estou amarradão! Ainda mais de estar presente em um evento no qual concorrem surfistas que eu sempre admirei como Shane Dorian, Mark Healey, Mark Matthews e Danilo Couto. No início não sabia se ficava triste ou feliz. Tinha mandado umas outras fotos para concorrer na categoria de maior onda, mas não foram aceitas. Uma vaca significa um fracasso, fiquei um pouco receoso de concorrer nesta categoria. Mas, no big surf, para pegarmos a maior da série estamos expostos à maior vaca também. Então, encarei como um reconhecimento pelo trabalho que tenho feito. No início da temporada, uma das minhas metas era não perder nenhum swell em Pe'ahi (Jaws). Além do mais, US$ 2 mil caíriam muito bem na minha conta bancária.

Como foi para você a temporada em Jaws?

Foi a minha melhor temporada. Apesar de não ter tido nenhum swell gigantesco, tivemos diversos dias com um bom tamanho. Tive a oportunidade de remar com meus amigos e estar presente em sessões épicas de surf na remada. Tive a oportunidade de treinar com diversos parceiros diferentes no tow-in e realizei um sonho, que foi fazer kite em Pe'ahi.

A remada tem sido destaque nos últimos swells em Jaws. Como você analisa isso junto com o tow-in?

São duas modalidades completamente diferentes. A remada sempre será a essência do surf. Entrar na onda com seu próprio esforço é algo sublime. Mas, para entrarmos nessa onda, necessitamos de pranchas gigantes, o que torna o surf muito lento. Com pranchas menores com alça, o surf fica mais divertido e arrojado. O fator segurança também deve ser analisado. No tow-in, além de se usar colete salva-vidas grosso, tem um parceiro motorizado olhando por ti. Na remada, coletes bons que realmente flutuam estão começando a ser testados. E, com certeza, alguém de jet-ski no canal nos dias grandes é importante para as sessions de remada. Apesar de eu pegar cinco vezes mais onda numa sessão de tow, ainda valorizo mais uma sessão de surf na remada.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Meninas duelam em Taranaki

A janela de espera para o TSB Bank Surf Festival 2011, válido pela terceira etapa do World Tour Feminino, começou na última terça-feira e vai até domingo em Taranaki, Nova Zelândia.


As condições ainda não estão as melhores na praia de New Plymouth e as atletas aguardam o início do evento para tentar os 10.000 pontos no ranking mundial e os US$ 15 mil de premiação oferecidos à vencedora.

A brasileira Silvana Lima é a única representante do país, já que a catarinense Jacqueline Silva se recupera de um acidente de trânsito sofrido em Bells Beach, Austrália, durante a segunda etapa do circuito mundial.


A havaiana Carissa Moore, 18, atual campeã do evento e líder do ranking desta temporada, chega ao pico mais do que confiante para tentar o bicampeonato na Nova Zelândia.

"Conquistei minha primeira vitória da última temporada aqui. Foi um evento muito especial para mim e espero que possa ter outra grande atuação neste ano", afirma Carissa, que na ocasião doou o dinheiro da premiação para uma entidade local.

"As pessoas são muito acolhedoras e as praias muito bonitas. Tive uma relação muito legal com as crianças carentes da Boardriders Waitara Club e quero exibir o meu melhor surf novamente para elas", conta Carissa.

A australiana Sally Fitzgibbons, que venceu pela primeira vez uma etapa do World Tour no último sábado em Bells Beach, também espera uma boa atuação na Nova Zelândia.

"Acho que a ficha ainda não caiu. Mas estou animada para começar a disputa em Taranaki. Fiz um bom evento lá no ano passado e sinto que meu surf está no pé. Espero pegar algumas boas ondas novamente", afirma a atleta, que na última temporada terminou este mesmo evento na segunda posição.

Para assistir as baterias ao vivo, acesse o site TSB Bank Surf Festival.

Primeira fase

1 Tyler Wright (Aus, Chelsea Hedges (Aus) e Paige Hareb (Nzl)
2 Silvana Lima (Bra), Courtney Conlogue (EUA) e Rebecca Woods (Aus)
3 Carissa Moore (HAW) x Jessi Miley-Dyer (Aus)
4 Sally Fitzgibbons (Aus), Pauline Ado (Fra) e Claire Bevilacqua (Aus)
5 Stephanie Gilmore (Aus), Laura Enever (Aus) e Alana Blanchard (Haw)
6 Coco Ho (Haw), Sofia Mulanovich (Per) e Melanie Bartels (Haw)

Big Wave World Tour!

Cerimônia prestigia campeão!!!!


Jamie Sterling aguarda cerimônia na Califórnia para comemorar oficialmente título do BWWT
O big rider havaiano Jamie Sterling será oficialmente coroado campeão do Big Wave World Tour 2010 /2011 em grande cerimônia neste sábado na cidade de San Clemente, Califórnia (EUA).

Sterling receberá o troféu das mãos do lendário Gary Linden, idealizador do Circuito Mundial de Ondas Grandes, em um evento que reunirá os maiores atletas da modalidade na sede da ONG Surfing Heritage Foundation.

O havaiano figurou no pódio em todas as três etapas da última temporada. Ele venceu a disputa de Pico Alto, Peru, além de conquistar um quarto lugar em Punta Lobos, Chile, e um terceiro em Nelscott Reef, Oregon (EUA).

Todos Santos, México, e Mavericks, Califórnia (EUA), ficaram de fora devido à falta de condições mínimas durante o período de espera.

Foi a segunda edição do BWWT. A primeira foi vencida pelo big rider brasileiro Carlos Burle, que terminou a temporada 2010 /2011 em quarto lugar. Já o carioca Marcos Monteiro ficou em quinto.

O Circuito deu a largada nesta temporada e a janela para realização da primeira etapa, o Quiksilver Ceremonial Invitational, foi aberta no dia 1 de abril e vai até o dia 31 de maio de 2011 em Punta Lobos, Chile. A expectativa é para grandes ondas neste período.

Ranking final do Big Wave World Tour 2010 / 2011

1 Jamie Sterling (Haw) - 2.509 pontos
2 Kohl Christensen (Haw) - 1.300
3 Anthony Tashnick (EUA – 1.257
4 Carlos Burle (Bra) - 1.250
5 Marcos Monteiro (Bra) - 1.131

terça-feira, 26 de abril de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

São Francisco ganha ‘Search’, e EUA passam a ter quatro das 11 etapas

Cidade se junta a Nova York, Trestles e Havaí. Disputas serão em novembro


São Francisco, na Califórnia, vai receber a etapa “Search” do Circuito Mundial de surfe, única que muda de lugar a cada ano. Com a escolha da cidade californiana, os Estados Unidos passam ter  quatro das 11 paradas do calendário. A elite passa por Trestles, Nova York – novidade da temporada - e Havaí, que, no surfe, é considerado um país.
O Search deste ano será novamente a penúltima etapa da temporada. A janela vai de 1º a 11 de novembro. No ano passado, a disputa foi em Porto Rico. O campeonato que ficou marcado pelo decacampeonato mundial de Kelly Slater e pela morte do havaiano Andy Irons. Depois de desistir da competição por estar doente, ele foi encontrado morto em um hotel em Dallas.
O Search começou em 2005, nas Ilhas Reunião. Foi para La Jolla, no México, Arica, no Chile, Bali, na Indonésia, Peniche, em Portugal, e Porto Rico. Andy Irons venceu no México e no Chile. Seu irmão, Bruce, foi campeão na Indonésia.
Depois da etapa de Bells Beach, que termina neste domingo, a elite mundial irá para o Rio de Janeiro, a partir do dia 11 de maio. De lá, o circuito segue para Jeffreys Bay, Teahupoo, Lond Island (NY), Trestles, Hossegor (FRA) e Peniche (POR). Após São Francisco, a temporada termina em Pipeline, no Havaí.

domingo, 24 de abril de 2011

Kymerson é campeão brasileiro

O capixaba Krystian Kymerson, 18, conquistou o título do Oakley Pro Junior 2011 com uma excelente atuação neste domingo na praia do Campeche, Florianópolis (SC).

Krystian Kymerson conquista título do Oakley Pro Junior 2011 na praia do Campeche. Foto: Basílio Ruy

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Em ondas de até 1 metro e formação prejudicada pelo vento, Krystian abusou dos aéreos para derrotar o catarinense Cauê Wood pelo placar de 13.66 x 10.23 na decisão.

Com o resultado, o atleta de Vila Velha é o quarto campeão brasileiro da história da Abrasp na categoria sub-20 e leva para casa o cheque de R$ 9 mil.

"Estou muito feliz. Não tenho palavras para descrever este momento. Consegui achar duas ondinhas e vencer o Cauê, que é um grande surfista. Agora é comemorar com meus amigos e familiares", afirma Krystian.

Além de escrever seu nome na galeria de campeões da Associação Brasileira de Surf Profissional, Kymerson festeja o seu segundo grande resultado neste ano, já que no início de fevereiro venceu uma etapa da seletiva Australasia para o Mundial Pro Junior da ASP em North Stradbroke, Austrália.

"Foram dois eventos bem legais e com nível muito alto. Ser campeão brasileiro é uma honra, estou muito contente de representar o meu estado nesta galeria. Não tenho mesmo palavras para falar o que sinto agora", exalta o campeão.

Em um domingo de Páscoa ensolarado e com forte vento na capital catarinense, Krystian chegou à decisão depois de derrotar o catarinense Yuri Gonçalves nas quartas e o baiano Marco Fernandez na semifinal.

O capixaba, que chegou a passar pela repescagem do Oakley Pro Junior, mostrou sintonia com as condições do Campeche no último dia e na decisão contra Cauê Wood abriu vantagem depois de bater forte em uma direita de backside de nota 6.33.

Cauê Wood fica em segundo e busca patrocínio para esta temporada. Foto: Basílio Ruy.

Cauê, local da vizinha praia do Matadeiro, reagiu com sua principal armas, as fortes pauladas de backside. Com esta estratégia, ele conseguiu 6.00 pontos em uma boa esquerda.

Kymerson não se intimidou e fechou o seu somatório com um aéreo reverse de frontside de nota 7.33. Cauê arriscou no final, mas não conseguiu reverter o placar e terminou na segunda colocação.   
"O segundo lugar foi um grande resultado. Venho de um bom resultado no Alas Tour e estou muito feliz com minha atuação aqui no Campeche", diz Wood, que levou o cheque de R$ 4 mil pelo vice-campeonato e busca patrocínio para esta temporada.

"Perdi meu patrocinador no ano passado e com este resultado espero encontrar um para participar de mais eventos neste ano. Estou correndo alguns campeonatos só para ganhar o dinheiro da premiação. É difícil se manter assim", afirma o catarinense de 19 anos.


Na primeira bateria da semifinal, Cauê derrotou o paulista Caio Ibelli, campeão da última temporada do Oakley Pro Junior. O catarinense deu uma ótima sapatada de backside para garantir nota 8.33 e deixar Ibelli em situação complicada a poucos minutos do final.

O surfista do Guarujá, que vinha de uma grande vitória contra o paranaense Peterson Crisanto nas quartas-de-final, precisou de 8.73 e não conseguiu virar o placar, que terminou em 14.56 a 11.13 para Cauê.

"Fiz o que pude, tentei de todas as formas, mas o Cauê surfou bem e mereceu. O dia está lindo no Campeche e no final das contas o terceiro lugar foi bom", afirma Ibelli, que agora embarca para Trestles, Califórnia (EUA), onde disputa a partir do dia 3 de maio uma etapa de nível 6 estrelas Prime do WQS.

No duelo da outra chave, Krystian Kymerson reeditou o duelo semifinal de 2010, deste mesmo evento, contra o baiano Marco Fernandez. E desta vez o capixaba saiu com a vitória.

Kymerson começou a disputa muito forte e saiu na frente com um excelente aéreo de frontside de nota 8.93 pontos. Depois, ainda fez outra boa onda de 6.40 para complicar a vida de Fernandez logo nos primeiros cinco minutos de bateria. O baiano demonstrou garra e foi em busca da vitória com notas 7.00 e 7.13, mas não reverteu a situação e terminou atrás com o placar de 15.33 x 14.13.

"Foi uma bateria bem difícil, o Krystian está surfando muito. Consegui reagir no final, mas não deu. Lógico que queria o primeiro lugar, mas o terceiro não está tão ruim assim. Estou muito feliz pelo resultado", comenta Fernandez, que disputa a segunda etapa do Circuito Estadual Carioca entre os dias 29 de abril e 1 de maio no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro (RJ).

Resultado do Oakley Pro Junior 2011

1 Krystian Kymerson (ES)
2 Cauê Wood (SC)
3 Marco Fernandez (BA)
3 Caio Ibelli (SP)
5 Yuri Gonçalves (SC)
5 Luel Felipe (PE)
5 Peterson Crisanto (PR)
5 Luan Carvalho (SP)
9 Felipe Braz (RJ)
9 Pedro Husadel (SC)
9 Vitor Valentim (PR)
9 Mariano Arreyes (RJ)
9 Samuel Igo (PB)
9 Jonathan Busseti (SC)
9 Diego Michereff (SC)
9 Matheus Toledo (SP)

Ranking final depois de uma etapa

1 Krystian Kymerson (ES) - 1.000 pontos
2 Cauê Wood (SC) - 860
3 Marco Fernandez (BA) - 730
3 Caio Ibelli (SP) -  730
5 Yuri Gonçalves (SC) - 610
5 Luel Felipe (PE) - 610
5 Peterson Crisanto - 610
5 Luan Carvalho (SP) - 610
9 Felipe Braz (RJ) - 500
9 Pedro Husadel (SC) - 500
9 Vitor Valentim (PR) - 500
9 Mariano Arreyes (RJ) - 500
9 Samuel Igo (PB) - 500
9 Jonathan Busseti (SC) - 500
9 Diego Michereff (SC) - 500
9 Matheus Toledo (SP) - 500

Galeria de campeões brasileiros sub-20 da Abrasp


2008 Thiago Camarão (SP)
2009 Alejo Muniz (SC)
2010 Caio Ibelli (SP)
2011 Krystian Kymerson (ES)

Parkinson tira nota 10, bate Fanning e toca o sino no cinquentenário de Bells

Eliminado por Mineirinho, Kelly Slater consegue se manter na liderança do ranking do Circuito Mundial. Próxima etapa será no Rio de Janeiro, em maio


No aniversário de meio século de Bells Beach, uma final australiana de presente para a torcida. A etapa mais antiga do Circuito Mundial de surfe teve ondas de gala no domingo de Páscoa. Mick Fanning tentava quebrar um jejum de dez anos - venceu ali em 2001, como convidado -, mas coube a Joel Parkinson, com direito a uma nota 10 no último segundo, tocar o sino, pela terceira vez (2004 e 2009). Adriano de Souza, o Mineirinho, foi o melhor brasileiro e um dos principais personagens do dia. Parou em Parko nas semifinais, uma bateria depois de mandar Kelly Slater para casa. O americano tentava se tornar o único pentacampeão da etapa. Segue empatado com o aussie Mark Richards.
Segue também na liderança do ranking e vai defender o posto a partir do dia 11, na etapa do Rio de Janeiro. Desde 2001 a cidade não recebe a elite mundial masculina.
Além de Mineiro, Jadson André chegou ao último dia em Bells. Ficou nas quartas. Heitor Alves e Alejo Muniz caíram na terceira fase; Raoni Monteiro e Gabriel Medina perderam na primeira repescagem, depois de tropeçarem na estreia.
No feminino, a campeã em Bells Beach foi a australiana Sally Fitzgibbons. A brasileira Silvana Lima parou nas semifinais. Jacqueline Silva não competiu porque sofreu um acidente de carro em Torquay e teve de operar o joelho direito. A próxima etapa feminina será na Nova Zelândia. Depois, as meninas se juntam ao masculino no Rio de Janeiro.
A rapaziada acordou bem cedo no Domingo (australiano) de Páscoa. Às 6h45m, os organizadores já tinham decidido que, sim, era hora de pular da cama e começar as disputas.
O primeiro a pegar onda no domingo foi Bede Durbidge. O aussie, que na véspera parecia apanhar da prancha, voltou a ter desempenho aquém do esperado. Owen Wright, sensação do surfe do país, aproveitou e se classificou sem problemas às quartas. Bede foi curtir a Páscoa com a família.
Adriano Mineirinho quartas de final Bells (Foto: ASP)
Adriano Mineirinho antes das quartas (Foto: ASP)
Mineirinho e Jadson tiveram uma pitada de azar, logo seguida por uma dose de sorte. O paulista quebrou a prancha na primeira onda, mas conseguiu bater o americano CJ Hobgood. Jadson, contra o português Tiago Pires, começou mal, porém virou nos últimos segundos.
Nas quartas, uma bateria dos sonhos para Mineirinho. Depois de perder 11 dos 12 confrontos anteriores, o brasileiro deu o troco em Kelly Slater, com direito a uma combinação. Foi adiante, mas parou diante de Parko.
Jadson caiu ainda nas quartas, contra um inspirado Mick. O australiano bicampeão mundial era o único que poderia impedir Jordy Smith de tomar a liderança do ranking. E fez o “favor” a Slater com estilo. Notas 9,17 e 9,70 nas semifinais, eliminando o sul-africano. Jordy se despediu, mas não sem antes deixar um presentinho: 9,57. Suficiente para sair da combinação, mas não para evitar a final australiana.
Joel abriu a final com 8,53. Na metade do duelo, arrancou, aos trancos e barrancos, um 7,60. Fanning se viu em combinação. Tinha apenas 5,33 e 3,33. Precisava de uma soma de 16,14. E a situação parecia que iria piorar a dez minutos do fim. Joel pegou uma boa onda, mas, para sorte de Fanning, foi menor do que a sua nota mais baixa. Não entrou no somatório.
A quatro minutos do fim, o bicampeão do mundo voltou à briga. Destrinchou uma direta, ganhou 7,93 e saiu da combinação. Mas faltava um 8,21. Uma onda salvadora se formou no outside, mas Joel tinha prioridade. Entrou nela, entrou no tubo, saiu como campeão. Nota 10.

Final:

Joel Parkinson AUS 18,53 x 13,26 Mick Fanning AUS
Semifinais:1. Joel Parkinson AUS 16,33 x 12,00 Adriano de Souza BRA
2. Mick Fanning AUS 18,87 x 17,23 Jordy Smith AFS
Quartas de final:1. Joel Parkinson AUS 16,66 x 13,16 Owen Wright AUS
2.  Adriano de Souza BRA 18,00 x 11,24 Kelly Slater EUA
3. Jordy Smith AFS 14,14 x 11,10 Chris Davidson AUS
4. Mick Fanning AUS 17,46 x 14,03 Jadson André BRA
Quinta fase/repescagem masculina:1. Owen Wright AUS 14,17 x 9,26 Bede Durbidge AUS
2. Adriano de Souza BRA 13,97 x 13,66 CJ Hobgood EUA
3. Chris Davidson AUS 16,03 x 15,37 Michel Bourez TAH
4. Jadson André BRA 14,37 x 13,93 Tiago Pires POR
Ranking:
1: Kelly Slater (EUA) - 15.200 pontos
2: Joel Parkinson (AUS) - 14.000
3: Jordy Smith (AFS) - 13.000
4: Adriano de Souza (BRA) - 10.500
4: Tiago Pires (PRT) - 10.500
6: Mick Fanning (AUS) - 9.750
7: Taj Burrow (AUS) - 8.500
8: Michel Bourez (TAH) - 8.000
9: Jadson André (BRA) - 6.950
9: Alejo Muniz (BRA) - 6.950
9: Owen Wright (AUS) - 6.950
9: Matt Wilkinson (AUS) - 6.950
13: Brett Simpson (EUA) - 5.700
13: Chris Davidson (AUS) - 5.700
13: Dusty Payne (HAV) - 5.700
---------outros brasileiros:
19: Heitor Alves (BRA) - 3.500 pontos
33: Raoni Monteiro (BRA) - 1.000