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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Campeã em Bells, Sally abre Mundial da Nova Zelândia em grande estilo

Australiana soma 18,45 pontos e vai direto para as oitavas de final em Taranaki. Cearense Silvana Lima cai para a repescagem


Sally Fitzgibbons estreia com vitória na Nova Zelândia (Foto: Divulgação / ASP)
Menos de uma semana depois da etapa de Bells Beach, a elite do surfe feminino voltou a competir. Bem ali perto da Austrália, em Taranaki, na Nova Zelândia, palco da terceira etapa do Circuito Mundial. E a australiana Sally Fitzgibbons, campeã em Bells, abriu a primeira fase em grande estilo. Somou 18,45 pontos em 20 possíveis. A brasileira Silvana Lima caiu para a repescagem.
Sally enfrentou a compatriota Claire Bevilacqua e a francesa Pauline Ado. Com notas 8,75 e 9,40, deixou as adversárias para trás.
Silvana, que em Bells parou nas semifinais, foi mal na estreia na Nova Zelândia. A cearense somou 14,10 pontos, ficando atrás da americana Courtney Conlogue.
A catarinense Jacqueline Silva ainda se recupera de um acidente sofrido antes da etapa de Bells. Ela operou o joelho direito e deve ficar fora de toda a temporada.
Resultados da primeira fase:
1: Paige Hareb (NZL) 15.00; Chelsea Hedges (AUS) 7.90; Tyler Wright (AUS) 6.75
2: Courtney Conlogue (EUA) 16.10; Silvana Lima (PER) 14.10; Rebecca Woods (AUS) 11.20
3: Carissa Moore (HAV) 12.75; Sarah Mason (NZL) 11.30; Jessi Miley-Dyer (AUS) 10.50
4: Sally Fitzgibbons (AUS) 18.45; Claire Bevilacqua (AUS) 15.53; Pauline Ado (FRA) 10.00
5: Stephanie Gilmore (AUS) 16.10; Laura Enever (AUS) 9.15; Alana Blanchard (HAV) 3.10
6: Melanie Bartels (HAV) 13.95; Coco Ho (HAV) 13.40; Sofia Mulanovich (PER) 12.90

Xangri-lá estreia no tour

O Brasil se prepara para ser o centro mundial do surf no mês de maio até o início de junho. O SuperSurf Internacional 2011, válido como etapa do WQS de nível 5 estrelas, inaugura a temporada de meio de ano da ASP South America entre os dias 3 e 8 de maio em Xangri-lá (RS).

Caetano Vargas defende título do SuperSurf.

O limite de 128 participantes está praticamente esgotado, com surfistas da nova geração sendo maioria entre os já confirmados.

Representantes de outros países como EUA, França, Portugal, Argentina, Chile, Uruguai, Turquia e Tunísia também estão na lista dos inscritos para a disputa dos US$ 120 mil de premiação total e 2.000 pontos no ASP World Ranking.

A Plataforma de Atlântida é a 41ª praia diferente da América do Sul e 32ª do Brasil a sediar um evento da ASP South America desde a divisão do Circuito Mundial em 1992.

O primeiro SuperSurf Internacional do ano ainda resgata o Rio Grande do Sul para o cenário internacional, pois a última prova da ASP no estado foi realizada em 2004 na cidade de Torres.

A perna sul-americana de meio de ano tem outras três provas que serão disputadas depois da etapa brasileira do ASP World Tour, o Billabong Rio Pro, que acontece entre os dias 11 e 22 de maio na Barra da Tijuca e Arpoador na capital do Rio de Janeiro. Na sequência, dois novos eventos do ASP World Prime, que oferecem premiação de US$ 250 mil e 6.500 pontos.

Etapas Prime As etapas Prime do WQS no país começam no final de maio. O Coca-Cola apresenta o Oakley Saquarema Prime é a primeira delas, nos dias 24 a 29 de maio na praia de Itaúna, Saquarema, Região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro. Depois tem o SuperSurf Internacional Prime nos dias 31 de maio a 5 de junho na praia da Vila, Imbituba, litoral Sul de Santa Catarina.

Para fechar estes eventos, ASP South America programou um desafio nas grandes ondas de El Gringo, Chile, que volta a realizar o Arica Pro Challenge depois do cancelamento no ano passado devido ao terremoto que devastou o país. A etapa tem nível 3 estrelas e será disputada nos dias 15 a 19 de junho em Arica, Chile.

Final de ano Além desta série de eventos em maio e junho, a ASP South America ainda promove a "perna brasileira" de fim de ano com quatro etapas que começam no final de setembro, todas com nível 6 estrelas de US$ 145 mil valendo 3.500 pontos.

A largada será em Santa Catarina com o Florianópolis Surf International na praia Mole de Florianópolis nos dias 27 de setembro a 2 de outubro e o Itajaí Pro na praia Brava de Itajaí nos dias 4 a 9 de outubro.

Depoisainda rola tem o SuperSurf Internacional nos dias 11 a 16 no litoral paulista, com a praia ainda a ser definida pela organizadora do evento, Editora Abril. E o Rio Surf Pro International fecha a temporada, definindo o campeão sul-americano profissional do ASP South America Surf Series 2011 nos dias 18 a 23 de outubro na praia do Arpoador, Rio de Janeiro (RJ).

Calendário das próximas etapas da ASP na América do Sul


3 a 8/5 ASP 5-Star - SuperSurf Internacional, Plataforma de Atlântida, Xangri-á (RS)
11 a 22/5 ASP World Tour - Billabong Rio Pro, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ)
24 a 29/5 ASP Prime - Coca-Cola apresenta Oakley Saquarema Prime, Itaúna, Saquarema
31/5 a 5/6 ASP Prime - SuperSurf Internacional Prime, praia da Vila, Imbituba (SC)
15 a 19/6 ASP 3-Star - Arica Pro Challenge, El Gringo, Arica, Chile
26 a 31/7 ASP Master - SuperSurf ASP World Master Championship, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ)
27 a 2/9 ASP 6-Star - Florianópolis Surf International, praia Mole, Florianópolis (SC)
4 a 9/10 ASP 6-Star - Itajaí Pro, praia Brava, Itajaí (SC)
11 a 16/10 ASP 6-Star - SuperSurf Internacional, praia a ser definida, litoral de São Paulo (SP)
18 a 23/10 ASP 6-Star - Rio Surf Pro International, praia do Arpoador, Rio de Janeiro (RJ)
24/10 a 4/11 ASP Pro Junior - Arnette ASP World Junior Championship, praia do Arpoador, Rio de Janeiro

Nas profundezas de Jaws

O carioca Tiago Candelot é um dos finalistas do concurso Billabong XXL Global Big Wave Awards 2011.



Morador da ilha de Maui há mais de cinco anos, Candelot disputa o prêmio Verizon Wipeout, que premia em US$ 2 mil o surfista que levou a pior vaca da temporada.


O brazuca foi derrubado por uma bomba em Jaws, Hawaii. Seus adversários são o catarinense Everaldo "Pato" Teixeira e os australianos Laurie Towner, Mark Matthews e Ben Wilkinson.


Logo depois de formar-se em Administração de Empresas na PUC-Rio, Candelot tinha como meta passar alguns meses na ilha de Maui e depois ir para a Europa fazer mestrado.

Carioca exibe habilidade no kite surf. Foto: Arquivo pessoal Candelot.
 
Na data da viagem para a Inglaterra, encontrou alguns amigos que estavam indo ao Tahiti passar dois meses surfando e foi aí que todo o plano acabou, ou tudo começou?

Tiago passou dois meses surfando as poderosas ondas de Teahupoo e resolveu então voltar de vez para o arquipélago havaiano.


Aprimorou seu surf, mergulho, aprendeu a velejar e a trabalhar pesado. Começou trabalhando com jardinagem e lavando pratos em restaurantes.


Hoje tem sua própria empresa de landscaping e é chefe de cozinha de um dos restaurantes mais apreciados na cidade onde vive, o North Shore, em Maui. Sempre sorrindo e parceiro na água pra qualquer hora, com vento ou sem vento, com mar grande ou pequeno.

Você está sendo apontado como favorito a levar o título da maior vaca do ano no Billabong XXL, em uma onda enorme em Jaws! Em que modalidade estava surfando nesse dia? Paddle ou tow-surf? O que acha da sua participação no prêmio?

Nesse dia, eu estava fazendo tow-In. Sobre a participação no Billabong, eu estou amarradão! Ainda mais de estar presente em um evento no qual concorrem surfistas que eu sempre admirei como Shane Dorian, Mark Healey, Mark Matthews e Danilo Couto. No início não sabia se ficava triste ou feliz. Tinha mandado umas outras fotos para concorrer na categoria de maior onda, mas não foram aceitas. Uma vaca significa um fracasso, fiquei um pouco receoso de concorrer nesta categoria. Mas, no big surf, para pegarmos a maior da série estamos expostos à maior vaca também. Então, encarei como um reconhecimento pelo trabalho que tenho feito. No início da temporada, uma das minhas metas era não perder nenhum swell em Pe'ahi (Jaws). Além do mais, US$ 2 mil caíriam muito bem na minha conta bancária.

Como foi para você a temporada em Jaws?

Foi a minha melhor temporada. Apesar de não ter tido nenhum swell gigantesco, tivemos diversos dias com um bom tamanho. Tive a oportunidade de remar com meus amigos e estar presente em sessões épicas de surf na remada. Tive a oportunidade de treinar com diversos parceiros diferentes no tow-in e realizei um sonho, que foi fazer kite em Pe'ahi.

A remada tem sido destaque nos últimos swells em Jaws. Como você analisa isso junto com o tow-in?

São duas modalidades completamente diferentes. A remada sempre será a essência do surf. Entrar na onda com seu próprio esforço é algo sublime. Mas, para entrarmos nessa onda, necessitamos de pranchas gigantes, o que torna o surf muito lento. Com pranchas menores com alça, o surf fica mais divertido e arrojado. O fator segurança também deve ser analisado. No tow-in, além de se usar colete salva-vidas grosso, tem um parceiro motorizado olhando por ti. Na remada, coletes bons que realmente flutuam estão começando a ser testados. E, com certeza, alguém de jet-ski no canal nos dias grandes é importante para as sessions de remada. Apesar de eu pegar cinco vezes mais onda numa sessão de tow, ainda valorizo mais uma sessão de surf na remada.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Meninas duelam em Taranaki

A janela de espera para o TSB Bank Surf Festival 2011, válido pela terceira etapa do World Tour Feminino, começou na última terça-feira e vai até domingo em Taranaki, Nova Zelândia.


As condições ainda não estão as melhores na praia de New Plymouth e as atletas aguardam o início do evento para tentar os 10.000 pontos no ranking mundial e os US$ 15 mil de premiação oferecidos à vencedora.

A brasileira Silvana Lima é a única representante do país, já que a catarinense Jacqueline Silva se recupera de um acidente de trânsito sofrido em Bells Beach, Austrália, durante a segunda etapa do circuito mundial.


A havaiana Carissa Moore, 18, atual campeã do evento e líder do ranking desta temporada, chega ao pico mais do que confiante para tentar o bicampeonato na Nova Zelândia.

"Conquistei minha primeira vitória da última temporada aqui. Foi um evento muito especial para mim e espero que possa ter outra grande atuação neste ano", afirma Carissa, que na ocasião doou o dinheiro da premiação para uma entidade local.

"As pessoas são muito acolhedoras e as praias muito bonitas. Tive uma relação muito legal com as crianças carentes da Boardriders Waitara Club e quero exibir o meu melhor surf novamente para elas", conta Carissa.

A australiana Sally Fitzgibbons, que venceu pela primeira vez uma etapa do World Tour no último sábado em Bells Beach, também espera uma boa atuação na Nova Zelândia.

"Acho que a ficha ainda não caiu. Mas estou animada para começar a disputa em Taranaki. Fiz um bom evento lá no ano passado e sinto que meu surf está no pé. Espero pegar algumas boas ondas novamente", afirma a atleta, que na última temporada terminou este mesmo evento na segunda posição.

Para assistir as baterias ao vivo, acesse o site TSB Bank Surf Festival.

Primeira fase

1 Tyler Wright (Aus, Chelsea Hedges (Aus) e Paige Hareb (Nzl)
2 Silvana Lima (Bra), Courtney Conlogue (EUA) e Rebecca Woods (Aus)
3 Carissa Moore (HAW) x Jessi Miley-Dyer (Aus)
4 Sally Fitzgibbons (Aus), Pauline Ado (Fra) e Claire Bevilacqua (Aus)
5 Stephanie Gilmore (Aus), Laura Enever (Aus) e Alana Blanchard (Haw)
6 Coco Ho (Haw), Sofia Mulanovich (Per) e Melanie Bartels (Haw)

Big Wave World Tour!

Cerimônia prestigia campeão!!!!


Jamie Sterling aguarda cerimônia na Califórnia para comemorar oficialmente título do BWWT
O big rider havaiano Jamie Sterling será oficialmente coroado campeão do Big Wave World Tour 2010 /2011 em grande cerimônia neste sábado na cidade de San Clemente, Califórnia (EUA).

Sterling receberá o troféu das mãos do lendário Gary Linden, idealizador do Circuito Mundial de Ondas Grandes, em um evento que reunirá os maiores atletas da modalidade na sede da ONG Surfing Heritage Foundation.

O havaiano figurou no pódio em todas as três etapas da última temporada. Ele venceu a disputa de Pico Alto, Peru, além de conquistar um quarto lugar em Punta Lobos, Chile, e um terceiro em Nelscott Reef, Oregon (EUA).

Todos Santos, México, e Mavericks, Califórnia (EUA), ficaram de fora devido à falta de condições mínimas durante o período de espera.

Foi a segunda edição do BWWT. A primeira foi vencida pelo big rider brasileiro Carlos Burle, que terminou a temporada 2010 /2011 em quarto lugar. Já o carioca Marcos Monteiro ficou em quinto.

O Circuito deu a largada nesta temporada e a janela para realização da primeira etapa, o Quiksilver Ceremonial Invitational, foi aberta no dia 1 de abril e vai até o dia 31 de maio de 2011 em Punta Lobos, Chile. A expectativa é para grandes ondas neste período.

Ranking final do Big Wave World Tour 2010 / 2011

1 Jamie Sterling (Haw) - 2.509 pontos
2 Kohl Christensen (Haw) - 1.300
3 Anthony Tashnick (EUA – 1.257
4 Carlos Burle (Bra) - 1.250
5 Marcos Monteiro (Bra) - 1.131

terça-feira, 26 de abril de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

São Francisco ganha ‘Search’, e EUA passam a ter quatro das 11 etapas

Cidade se junta a Nova York, Trestles e Havaí. Disputas serão em novembro


São Francisco, na Califórnia, vai receber a etapa “Search” do Circuito Mundial de surfe, única que muda de lugar a cada ano. Com a escolha da cidade californiana, os Estados Unidos passam ter  quatro das 11 paradas do calendário. A elite passa por Trestles, Nova York – novidade da temporada - e Havaí, que, no surfe, é considerado um país.
O Search deste ano será novamente a penúltima etapa da temporada. A janela vai de 1º a 11 de novembro. No ano passado, a disputa foi em Porto Rico. O campeonato que ficou marcado pelo decacampeonato mundial de Kelly Slater e pela morte do havaiano Andy Irons. Depois de desistir da competição por estar doente, ele foi encontrado morto em um hotel em Dallas.
O Search começou em 2005, nas Ilhas Reunião. Foi para La Jolla, no México, Arica, no Chile, Bali, na Indonésia, Peniche, em Portugal, e Porto Rico. Andy Irons venceu no México e no Chile. Seu irmão, Bruce, foi campeão na Indonésia.
Depois da etapa de Bells Beach, que termina neste domingo, a elite mundial irá para o Rio de Janeiro, a partir do dia 11 de maio. De lá, o circuito segue para Jeffreys Bay, Teahupoo, Lond Island (NY), Trestles, Hossegor (FRA) e Peniche (POR). Após São Francisco, a temporada termina em Pipeline, no Havaí.