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sábado, 30 de abril de 2011

Danilo Couto leva ‘Oscar’ das ondas grandes, e Maya perde reinado no XXL

Surfista baiano é premiado na principal categoria da noite, Onda do Ano. Vencedora por 4 vezes seguidas, Maya perde para havaiana Keala Kennelly


Danilo Couto com o cheque que US$ 50 mil e a bandeira brasileira (Foto: Divulgação / Billabong
Danilo Couto foi o grande vencedor da noite na 12ª edição do XXL, o "Oscar” das ondas grandes. O surfista baiano, morador da ilha de Oahu, no Havaí, levou o principal prêmio, na categoria Onda do Ano, pelo paredão de 20m que surfou em Jaws, Maui (Havaí), em fevereiro. Além da honraria, o brasileiro embolsou um cheque no valor de 50 mil dólares (cerca de R$ 80 mil).


Esta foi a quinta vez que Danilo se classificou a finais do evento, realizado na noite desta sexta-feira (já madrugada de sábado no Brasil) no Anahein Theater, na Califórnia, Estados Unidos. A primeira foi em 2004, na categoria Maior Onda. No ano seguinte, concorreu a Tubo do Ano. Em 2007, disputou na categoria Melhor Performance. E na temporada passada, novamente na Maior Onda.
Com a premiação desta noite, Danilo Couto igualou a façanha de Carlos Burle. Em 2002, o pernambucano foi o vencedor com uma onda de cerca de 30m surfada em Mavericks, na Califórnia (EUA). Burle, no entanto, fora puxado por um jet-ski, enquanto Danilo surfou Jaws na remada.

Maya perde o penta
Danilo Couto surfe - onda gigante Jaws (Foto: Divulgação)
Danilo na onda de Jaws (Foto: Divulgação
Se Danilo Couto pôde comemorar o tão esperado prêmio esta noite, o mesmo não aconteceu com Maya Gabeira. Vencedora por quatro vezes seguidas, a carioca foi derrotada pela havaiana Keala Kennelly, que ficou com o prêmio de Melhor Performance Feminina e o cheque de cinco mil dólares (cerca de R$ 8 mil).

O havaiano Sion Milosky, que morreu no mês passado em Jaws, levou o prêmio de Melhor Performance. O francês Benjamin Sanchis venceu na categoria Maior Onda, e o havaiano Shane Dorian ganhou na Maior Onda na Remana e Maior Tubo.
O cinegrafista Bruno Lemos, carioca radicado no Havaí, levou um prêmio pela imagem do tubo de Dorian, em Jaws.

Onda do ano - premiação de US$ 50 mil
VENCEDOR: Danilo Couto (Brasil), em Jaws, em Maui, no Havaí, no dia 8 de fevereiro de 2011
Michael Brennan (Austrália), em Shipstern Bluff, na Tasmânia, no dia 10 de abril de 2010
Mark Healey (EUA), em Outer Reef, em Oahu, no Havaí, no dia 20 de janeiro de 2011
Benjamin Sanchis (França), em Mullaghmore Head, na Irlanda, no dia 13 de fevereiro de 2011
David Scard (Austrália), em Cloudbreak, Fiji, no dia 20 de setembro de 2010

sexta-feira, 29 de abril de 2011

atençao galera! ultima chamada pro surf treino em Barra Velha

Quem nao se inscreveu ainda da tempo de fazer a sua, vamos prestigiar este evento de suma importancia
pra esta galera que de uma forma ou de outra nao mede esforços pra que este evento se realize.
valeu André Ignácio pelo teu esforço, vc é um atleta de ponta e sabe que nos aqui da coluna temos grande admiraçao por vc e seu pupilos ai na Barra Velha.
abraços capitao!!!!!
por julinho enigma
Contatos: 8469-0749

com Andre Ignácio

XXL BIGGEST WAVE - GO BIG BRASI!!! Koxa vai para a cabeça!



A festa de premiação do Billabong XXL Global Big Waves Awards 2011 acontece nesta sexta-feira no Teatro Anaheim, Califórnia (EUA).

O paulista Rodrigo Koxa está entre os cinco finalistas da categoria Biggest Wave (maior onda) e concorre a US$ 15 mil com uma morra gigante domada em 18 de agosto de 2010 em Punta Docas, Chile, em uma sequência registrada pelo fotógrafo Alexandre Akiwas.

“Sabe aquele papo de viver o sonho. Pois é, sou finalista do XXL e até agora não caiu direito a minha ficha. Toda hora que olho minha onda no site, fico meio sem reação. Foi um presentão de Deus e agradeço a toda hora", afirma o big rider.

Confira acima o vídeo com o depoimento do big rider Rodrigo Koxa sobre a expectativa na premiação desta noite na Califórnia.

Clique aqui para ver os cinco finalistas da categoria Biggest Wave.

Finalistas do Billabong XXL Global Big Waves Awards 2011

Wipeout Of The Year (US$ 2 mil para o surfista e US$ 1 mil para o videomaker)

Tiago Candelot (Bra) em Jaws, Maui, Hawaii - 20 de janeiro de 2011 - vídeo de Tony Adams.
Mark Mathews (Aus) em Shipstern Bluff, Tasmânia - 6 de abril de 2010 - vídeo de Andrew Chisholm.
Everaldo "Pato" Teixeira (Bra) em Shipstern Bluff, Tasmânia - 6 de abril de 2010 - vídeo de Andrew Chisholm.
Laurie Towner (Aus) em Cloudbreak, Fiji - 20 de setembro de 2010 - vídeo de Leboe Elliot.
Ben Wilkinson (Aus) em Mavericks, Califórnia, EUA - 2 de novembro de 2010 - vídeo de Greg Browning.


Ride Of The Year (US$ 50 mil para o surfista e US$ 5 mil para o videomaker)

Michael Brennan (Aus) em Shipstern Bluff, Tasmânia - 10 de abril de 2010 - vídeo de Tim Bonython.
Danilo Couto (Bra) em Jaws, Maui, Hawaii - 8 de fevereiro de 2011 - vídeo de Leboe Elliot
Mark Healey (Haw) em Outer Reef, Oahu, Hawaii - 20 de janeiro de 2011 - vídeo de Willeford Ariel.
Benjamin Sanchis (Fra), Mullaghmore Head, Irlanda - 13 de fevereiro de 2011 - vídeo de Lousouarn Yannock.
David Scard (Aus), Cloudbreak, Fiji - 20 de setembro de 2010 - vídeo de Clemow Talon.

Monster Paddle (US$ 15 mil para o surfista e US$ 4 mil para o videomaker)

Danilo Couto (Bra) em Jaws, Maui, Hawaiii - 08 de fevereiro de 2011 - fotos de Aeder Eric, Tracy Kraft e Simei Batel - vídeos de Clark Justin, Koren e Giora Leboe Elliot.
Shane Dorian (Haw) em Jaws, Maui, Hawaii - 15 de março de 2011 - fotos de Aeder Eric, Bob Bangerter, Kraft Tracy, Bruno Lemos, Shimi Mike Neal e Batel - vídeos de Berthuot, Giora Frank Koren e Bruno Lemos.
Mark Healey (Haw) em Mavericks, Califórnia, EUA - 2 de novembro de 2010 - fotos de Mike Jones, Don Montgomery e Fred Pompermayer - vídeo de Chris Killen.
Sion Milosky (Haw) Outer Reef, Oahu, Hawaii - 8 de fevereiro de 2011 - fotos de Daniel Russo - vídeo de Larry Haynes.
Mark Yazbeck (Aus) em Waimea Bay, Hawaii - 20 de janeiro de 2011 - fotos de Bruno Lemos, Mackinnon Al Reis e Terry. vídeo de Bruno Lemos.

Biggest Wave (US$ 15 mil para o surfista e US$ 4 mil para o videomaker)

Eric Akiskalian (EUA) em South Reef, Lincoln City, Oregon - 2 de novembro de 2010 -fotos de Dave e Colllyer Hallman Richard.
Dan Corbett (Aus) em Outer Bombie, Margaret River, Austrália - 04 de outubro de 2010 - foto de Jamie Scott.
Rodrigo Koxa (Bra) em Punta Docas, Chile - 18 de agosto de 2010 - foto de Alexandre Akiwas - vídeo por Rodrigo Pelado.
Francisco Porcella (Ita) em Jaws, Maui, Hawaii - 2 de novembro de 2010 - fotos de Koren Giora, Mike Neal e Simei Batel - vídeo de Tormod Martines.
Benjamin Sanchis (Fra) em Belharra, França - 16 de fevereiro de 2011 - foto de Bastien Bonnarme - vídeo de Julien Roland.


Monster Tube (US$ 5 mil para o surfista e US$ 2 mil para o fotógrafo)

Shane Dorian (Haw) em Jaws, Maui, Hawaii - 15 de março de 2011 - fotos de Bruno Lemos, Mike Neal e Simei Batel.
Tom Dosland (EUA), The Right, Austrália - 6 de outubro de 2010 - foto de Macaulay Calum.
James Hollmer-Cross (Aus) em Shipstern Bluff, Tasmânia - 10 de abril de 2010 - foto de Andrew Chisholm.
Mark Mathews (Aus) The Right, Austrália - 6 de outubro de 2010 - foto por Macaulay Calum.
Eric Rebiere (Fra) em Mullaghmore Head, Irlanda - 13 de fevereiro de 2011 - foto de Bonnarme Bastien.


Best Performance (US$ 5 mil para o surfista)

Kohl Christensen (Haw)
Danilo Couto (Bra)
Mark Healey (Haw)
Sion Milosky (Haw)
Benjamin Sanchis (Fra)

Girls Best Performance (US$ 5 mil para a surfista)

Easkey Britton (Irl)
Maya Gabeira (Bra)
Keala Kennelly (Haw)
Mercedes Maidana (Arg)
Jamilah Star (EUA) 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Atlântida (RS) recebe etapa do Mundial de Surf

Estrutura já está sendo montada para o SuperSurf Internacional 2011




Começou na terça-feira (26/04) a preparação e montagem da estrutura que receberá a elite do surf brasileiro e mundial para a realização da primeira etapa do SuperSurf Internacional 2011, que será disputada de 03 a 08 de maio na praia de Atlântida, em Xangri-lá (RS). Ao todo estará em jogo U$ 120.000,00 (cento e vinte mil dólares), além de 1.000 pontos para o ranking da competição, que ao final de três etapas premiará o melhor colocado com um carro zero quilômetro. O evento é classificado como cinco estrelas.
Desde 2004 o Rio Grande do Sul não recebia uma competição internacional de surf. Este ano a realização foi possível graças a um amplo somatório de forças entre a Prefeitura de Xangri-lá e a Federação Gaúcha de Surf (FGSurf) buscando promover o esporte de alto rendimento em águas gaúchas. “Entendemos que trazendo alguns dos melhores atletas do Brasil para esta competição incentivamos os nossos futuros surfistas a desbravarem o mar em busca do sucesso e consagração. Os gaúchos sempre tiveram protagonistas em competições no cenário nacional e internacional, é nosso papel oportunizar isto em nossa casa”, comentou Orlando Carvalho, presidente da FGSurf.

O circuito SuperSurf Internacional do ano passado foi vencido no final de quatro etapas pelo paranaense Caetano Vargas, que de quebra levou para casa um Peugeot zero quilômetro. O último gaúcho a faturar uma etapa do SuperSurf foi o torrense Daison Pereira, que em 2009 venceu a etapa de Stella Maris, na Bahia.
Além de surf de alta qualidade, o SuperSurf será um grande festival, que contará inclusive com uma exposição de obras de arte com a temática do esporte, a Alma do Mar – SuperSurf 2011. Haverá pinturas de pranchas e telas ao vivo, além do sorteio de uma obra de arte da artista plástica Rosa Fonseca.
A competição é válida como etapa da divisão de acesso do Circuito Mundial de Surf (WT). O SuperSurf Internacional, que é válido pelo World Star Tour (WST), é realizada pela Editora Abril, com a chancela da Association of Surfing Professionals (ASP) South America. A realização da primeira etapa de 2011 conta com o apoio da Federação Gaúcha de Surf e da Prefeitura Municipal de Xangri-lá.

Por Gabriel de Mello

Campeã em Bells, Sally abre Mundial da Nova Zelândia em grande estilo

Australiana soma 18,45 pontos e vai direto para as oitavas de final em Taranaki. Cearense Silvana Lima cai para a repescagem


Sally Fitzgibbons estreia com vitória na Nova Zelândia (Foto: Divulgação / ASP)
Menos de uma semana depois da etapa de Bells Beach, a elite do surfe feminino voltou a competir. Bem ali perto da Austrália, em Taranaki, na Nova Zelândia, palco da terceira etapa do Circuito Mundial. E a australiana Sally Fitzgibbons, campeã em Bells, abriu a primeira fase em grande estilo. Somou 18,45 pontos em 20 possíveis. A brasileira Silvana Lima caiu para a repescagem.
Sally enfrentou a compatriota Claire Bevilacqua e a francesa Pauline Ado. Com notas 8,75 e 9,40, deixou as adversárias para trás.
Silvana, que em Bells parou nas semifinais, foi mal na estreia na Nova Zelândia. A cearense somou 14,10 pontos, ficando atrás da americana Courtney Conlogue.
A catarinense Jacqueline Silva ainda se recupera de um acidente sofrido antes da etapa de Bells. Ela operou o joelho direito e deve ficar fora de toda a temporada.
Resultados da primeira fase:
1: Paige Hareb (NZL) 15.00; Chelsea Hedges (AUS) 7.90; Tyler Wright (AUS) 6.75
2: Courtney Conlogue (EUA) 16.10; Silvana Lima (PER) 14.10; Rebecca Woods (AUS) 11.20
3: Carissa Moore (HAV) 12.75; Sarah Mason (NZL) 11.30; Jessi Miley-Dyer (AUS) 10.50
4: Sally Fitzgibbons (AUS) 18.45; Claire Bevilacqua (AUS) 15.53; Pauline Ado (FRA) 10.00
5: Stephanie Gilmore (AUS) 16.10; Laura Enever (AUS) 9.15; Alana Blanchard (HAV) 3.10
6: Melanie Bartels (HAV) 13.95; Coco Ho (HAV) 13.40; Sofia Mulanovich (PER) 12.90

Xangri-lá estreia no tour

O Brasil se prepara para ser o centro mundial do surf no mês de maio até o início de junho. O SuperSurf Internacional 2011, válido como etapa do WQS de nível 5 estrelas, inaugura a temporada de meio de ano da ASP South America entre os dias 3 e 8 de maio em Xangri-lá (RS).

Caetano Vargas defende título do SuperSurf.

O limite de 128 participantes está praticamente esgotado, com surfistas da nova geração sendo maioria entre os já confirmados.

Representantes de outros países como EUA, França, Portugal, Argentina, Chile, Uruguai, Turquia e Tunísia também estão na lista dos inscritos para a disputa dos US$ 120 mil de premiação total e 2.000 pontos no ASP World Ranking.

A Plataforma de Atlântida é a 41ª praia diferente da América do Sul e 32ª do Brasil a sediar um evento da ASP South America desde a divisão do Circuito Mundial em 1992.

O primeiro SuperSurf Internacional do ano ainda resgata o Rio Grande do Sul para o cenário internacional, pois a última prova da ASP no estado foi realizada em 2004 na cidade de Torres.

A perna sul-americana de meio de ano tem outras três provas que serão disputadas depois da etapa brasileira do ASP World Tour, o Billabong Rio Pro, que acontece entre os dias 11 e 22 de maio na Barra da Tijuca e Arpoador na capital do Rio de Janeiro. Na sequência, dois novos eventos do ASP World Prime, que oferecem premiação de US$ 250 mil e 6.500 pontos.

Etapas Prime As etapas Prime do WQS no país começam no final de maio. O Coca-Cola apresenta o Oakley Saquarema Prime é a primeira delas, nos dias 24 a 29 de maio na praia de Itaúna, Saquarema, Região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro. Depois tem o SuperSurf Internacional Prime nos dias 31 de maio a 5 de junho na praia da Vila, Imbituba, litoral Sul de Santa Catarina.

Para fechar estes eventos, ASP South America programou um desafio nas grandes ondas de El Gringo, Chile, que volta a realizar o Arica Pro Challenge depois do cancelamento no ano passado devido ao terremoto que devastou o país. A etapa tem nível 3 estrelas e será disputada nos dias 15 a 19 de junho em Arica, Chile.

Final de ano Além desta série de eventos em maio e junho, a ASP South America ainda promove a "perna brasileira" de fim de ano com quatro etapas que começam no final de setembro, todas com nível 6 estrelas de US$ 145 mil valendo 3.500 pontos.

A largada será em Santa Catarina com o Florianópolis Surf International na praia Mole de Florianópolis nos dias 27 de setembro a 2 de outubro e o Itajaí Pro na praia Brava de Itajaí nos dias 4 a 9 de outubro.

Depoisainda rola tem o SuperSurf Internacional nos dias 11 a 16 no litoral paulista, com a praia ainda a ser definida pela organizadora do evento, Editora Abril. E o Rio Surf Pro International fecha a temporada, definindo o campeão sul-americano profissional do ASP South America Surf Series 2011 nos dias 18 a 23 de outubro na praia do Arpoador, Rio de Janeiro (RJ).

Calendário das próximas etapas da ASP na América do Sul


3 a 8/5 ASP 5-Star - SuperSurf Internacional, Plataforma de Atlântida, Xangri-á (RS)
11 a 22/5 ASP World Tour - Billabong Rio Pro, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ)
24 a 29/5 ASP Prime - Coca-Cola apresenta Oakley Saquarema Prime, Itaúna, Saquarema
31/5 a 5/6 ASP Prime - SuperSurf Internacional Prime, praia da Vila, Imbituba (SC)
15 a 19/6 ASP 3-Star - Arica Pro Challenge, El Gringo, Arica, Chile
26 a 31/7 ASP Master - SuperSurf ASP World Master Championship, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ)
27 a 2/9 ASP 6-Star - Florianópolis Surf International, praia Mole, Florianópolis (SC)
4 a 9/10 ASP 6-Star - Itajaí Pro, praia Brava, Itajaí (SC)
11 a 16/10 ASP 6-Star - SuperSurf Internacional, praia a ser definida, litoral de São Paulo (SP)
18 a 23/10 ASP 6-Star - Rio Surf Pro International, praia do Arpoador, Rio de Janeiro (RJ)
24/10 a 4/11 ASP Pro Junior - Arnette ASP World Junior Championship, praia do Arpoador, Rio de Janeiro

Nas profundezas de Jaws

O carioca Tiago Candelot é um dos finalistas do concurso Billabong XXL Global Big Wave Awards 2011.



Morador da ilha de Maui há mais de cinco anos, Candelot disputa o prêmio Verizon Wipeout, que premia em US$ 2 mil o surfista que levou a pior vaca da temporada.


O brazuca foi derrubado por uma bomba em Jaws, Hawaii. Seus adversários são o catarinense Everaldo "Pato" Teixeira e os australianos Laurie Towner, Mark Matthews e Ben Wilkinson.


Logo depois de formar-se em Administração de Empresas na PUC-Rio, Candelot tinha como meta passar alguns meses na ilha de Maui e depois ir para a Europa fazer mestrado.

Carioca exibe habilidade no kite surf. Foto: Arquivo pessoal Candelot.
 
Na data da viagem para a Inglaterra, encontrou alguns amigos que estavam indo ao Tahiti passar dois meses surfando e foi aí que todo o plano acabou, ou tudo começou?

Tiago passou dois meses surfando as poderosas ondas de Teahupoo e resolveu então voltar de vez para o arquipélago havaiano.


Aprimorou seu surf, mergulho, aprendeu a velejar e a trabalhar pesado. Começou trabalhando com jardinagem e lavando pratos em restaurantes.


Hoje tem sua própria empresa de landscaping e é chefe de cozinha de um dos restaurantes mais apreciados na cidade onde vive, o North Shore, em Maui. Sempre sorrindo e parceiro na água pra qualquer hora, com vento ou sem vento, com mar grande ou pequeno.

Você está sendo apontado como favorito a levar o título da maior vaca do ano no Billabong XXL, em uma onda enorme em Jaws! Em que modalidade estava surfando nesse dia? Paddle ou tow-surf? O que acha da sua participação no prêmio?

Nesse dia, eu estava fazendo tow-In. Sobre a participação no Billabong, eu estou amarradão! Ainda mais de estar presente em um evento no qual concorrem surfistas que eu sempre admirei como Shane Dorian, Mark Healey, Mark Matthews e Danilo Couto. No início não sabia se ficava triste ou feliz. Tinha mandado umas outras fotos para concorrer na categoria de maior onda, mas não foram aceitas. Uma vaca significa um fracasso, fiquei um pouco receoso de concorrer nesta categoria. Mas, no big surf, para pegarmos a maior da série estamos expostos à maior vaca também. Então, encarei como um reconhecimento pelo trabalho que tenho feito. No início da temporada, uma das minhas metas era não perder nenhum swell em Pe'ahi (Jaws). Além do mais, US$ 2 mil caíriam muito bem na minha conta bancária.

Como foi para você a temporada em Jaws?

Foi a minha melhor temporada. Apesar de não ter tido nenhum swell gigantesco, tivemos diversos dias com um bom tamanho. Tive a oportunidade de remar com meus amigos e estar presente em sessões épicas de surf na remada. Tive a oportunidade de treinar com diversos parceiros diferentes no tow-in e realizei um sonho, que foi fazer kite em Pe'ahi.

A remada tem sido destaque nos últimos swells em Jaws. Como você analisa isso junto com o tow-in?

São duas modalidades completamente diferentes. A remada sempre será a essência do surf. Entrar na onda com seu próprio esforço é algo sublime. Mas, para entrarmos nessa onda, necessitamos de pranchas gigantes, o que torna o surf muito lento. Com pranchas menores com alça, o surf fica mais divertido e arrojado. O fator segurança também deve ser analisado. No tow-in, além de se usar colete salva-vidas grosso, tem um parceiro motorizado olhando por ti. Na remada, coletes bons que realmente flutuam estão começando a ser testados. E, com certeza, alguém de jet-ski no canal nos dias grandes é importante para as sessions de remada. Apesar de eu pegar cinco vezes mais onda numa sessão de tow, ainda valorizo mais uma sessão de surf na remada.