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domingo, 24 de julho de 2011

Jordy segura taça

O sul-africano Jordy Smith fez a festa da torcida ao conquistar o bicampeonato do Billabong Pro neste domingo, em Jeffrey's Bay, África do Sul.

Jordy Smith é bicampeão do Billabong Pro em Jeffrey's Bay, África do Sul. Foto: © ASP / Kirstin

Com belíssimas atuações nas ondas de até 1,5 metros e formação prejudicada pelo forte vento maral, Jordy manteve o cinturão em J-Bay e faturou US$ 70 mil pela vitória na quarta etapa do World Tour.

Na final, o sul-africano de 23 anos derrotou o australiano Mick Fanning por 15.60 a 14.83 pontos. Jordy descolou 8.60 e 7.00 nas duas melhores notas, enquanto Mick somou 8.00 e 6.83.

"Foi uma semana incrível para mim", comemora Smith. "Todo a torcida das pessoas em Jeffrey's Bay, Garth (Tarlow), Steve (Smith), minha namorada Lyndall (Jarvis), minha mãe, meu pai e todos. Foi uma semana realmente especial para mim e estou muito feliz agora", diz o campeão, emocionado.

Mick Fanning fica com o vice. Foto: © ASP / Kirstin.

Com a vitória, ele pula da quinta para a segunda posição no ranking mundial e vai em busca do seu primeiro título. "Mick (Fanning) estava surfando de forma incrível durante toda a semana. Ele sempre é uma inspiração e está ali com todos na caça ao título. Hoje foi uma grande vitória para mim. No último ano, foi muito emocionante. Estar de volta este ano é muito bom. É demais para a minha confiança e estou ansioso pelo resto do ano", finaliza Jordy.

O melhor brasileiro na competição foi o catarinense Alejo Muniz, eliminado nas quartas-de-final pelo australiano Joel Parkinson.

Com 8.60 e 8.23, Parko deixou o brasileiro em situação complicada, precisando da combinação de duas notas para vencer. Alejo bem que tentou, mas obteve apenas 5.33 e 2.83 no somatório.

"Eu nunca pensei que teria bons resultados em meu ano de estreia", diz Alejo à assessoria de imprensa da ASP. "Estou surfando com meus heróis e ir avançando baterias é o que sempre sonhei desde pequeno. Isto combina com o meu melhor resultado desde a Gold Coast e estou amarradão por estar livre do corte do World Tour em agosto", completa o surfista de 21 anos.Durante a etapa foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem a Andy Irons, que  completaria 33 anos neste domingo. Surfistas que não estavam na praia no momento, renderam homenagens no Twitter. Inclusive Kelly Slater, que trocou a etapa por  um freesurf nas Ilhas Fiji.


Depois de passar pelo brasileiro, Parko não resistiu ao compatriota Mick Fanning, perdendo o duelo de altíssimo nível pelo placar de 15.30 a 17.47 pontos.

Na outra semi, o sul-africano Jordy Smith passou pelo aussie Adrian Buchan por 17.46 a 11.87. Antes de derrotar Buchan e Fanning, Smith havia atropelado o norte-americano Damien Hobgood por 15.10 a 8.94.

Líder Com a terceira posicão em J-Bay, Joel Parkinson é o novo líder do World Tour 2011. Além de perder a ponta para Parko, o brasileiro Adriano de Souza ainda foi ultrapassado pelo campeão Jordy Smith.

Ao comentar a liderança, Parko foi cauteloso. "Eu ainda não penso nisso. Este é apenas o quarto evento do ano e já estive nesta posição antes. Estou feliz com meu surf, com minhas pranchas, e vou continuar de olho na próxima bateria", garante o aussie de 30 anos.O brasileiro Alejo Muniz, único representante do país que seguia na disputa, não conseguiu passar das quartas de final. Ele foi derrotado por Joel Parkinson, líder do Circuito, que somou 18.83 contra 8.16 de Alejo.
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Confira fotos e vídeos deste domingo em nossas próximas reportagens.

Resultado do Billabong Pro J-Bay 2011


1 Jordy Smith (Afr)
2 Mick Fanning (Aus)
3 Adrian Buchan (Aus)
3 Joel Parkinson (Aus)
5 Alejo Muniz (Bra)
5 Damien Hobgood (EUA)
5 Julian Wilson (Aus)
5 Josh Kerr (Aus)
13 Jadson André (Bra)
13 Adriano de Souza (Bra)
13 Heitor Alves (Bra)
25 Raoni Monteiro (Bra)

Ranking do World Tour 2011 depois de 4 etapas

1 Joel Parkinson (Aus) 25700
2 Jordy Smith (Afr) 24750
3 Adriano de Souza (Bra) 22250
4 Mick Fanning (Aus) 19500
5 Taj Burrow (Aus) 18250
6 Kelly Slater (EUA) 16950
7 Michel Bourez (Tah) 16000
8 Bede Durbidge (Aus) 15000
9 Josh Kerr (Aus) 13900
9 Owen Wright (Aus) 13900
11 Adrian Buchan (Aus) 12750
11 Tiago Pires (Por) 12750
13 Alejo Muniz (Bra) 12650
14 Damien Hobgood (EUA) 11450
15 Jeremy Flores (Fra) 10500
16 Jadson André (Bra) 10450
23 Heitor Alves (Bra) 7000
28 Raoni Monteiro (Bra) 5500

Teco e Neco Padaratz Free Surfing

Com corpos pintados, surfistas fazem homenagem póstuma a Olimpinho

Surfista baiano foi assassinado em 2006, no Rio de Janeiro

Os surfistas que disputam o Longboard Classic, em Lauro de Freitas, na Bahia, fizeram neste sábado uma homenagem a Olimpio Batista, o Olimpinho, assassinado em 2006. Com corpos pintados, eles remaram até o outside na Praia de Ipitanga, formaram um círculo e fizeram uma cerimônia. A competição é válida como terceira etapa do Circuito Brasileiro de longboard.
Surfe homenagem Olimpinho (Foto: Divulgação/ Fotocom.net)
Homenagem a Olimpinho em Lauro de Freitas (Foto: Divulgação/ Fotocom.net)
- Foi uma cerimônia tradicional e simples, mas o que importa é que nós todos continuamos carregando o Olimpinho em nossos corações - disse Rico de Souza, organizador do campeonato.
Baiano de Amaralina, Olimpinho se mudou para o Rio de Janeiro na década de 90. No dia 30 de outubro de 2006, foi encontrado morto - com dois tiros - em Jacarepaguá, zona oeste da cidade. Segundo a polícia, o surfista e a mulher que o acompanhava no dia teriam sido confundidos com moradores do Morro da Mineira. Olimpinho tinha 40 anos.
 

Mineirinho cai diante de Alejo e perde liderança do ranking para Parkinson

Em duelo brasuca, Adriano de Souza se despede na 3ª fase em Jeffreys Bay

 
A derrota para o compatriota Alejo Muniz na terceira fase em Jeffreys Bay custou para Adriano de Souza, o Mineirinho, bem mais do que a sequência na quarta etapa do Circuito Mundial. Eliminado, o brasileiro viu o australiano Joel Parkinson se garantir nas quartas de final e, com isso, deixou escapar a liderança da corrida pelo título em 2011.
Nas quartas de final, Parkinson vai enfrentar justamente Alejo, único brasileiro que continua na competição. Estreante no Circuito Mundial neste ano, surfista perdeu a bateria seguinte à vitória sobre Mineirinho, mas se recuperou na repescagem e avançou na disputa na África do Sul.
Alejo Muniz no campeonato de surfe na África do Sul  (Foto: AP)
Alejo Muniz derrubou Adriano de Souza, o Mineirinho, em Jeffreys Bay (Foto: AP)
- Aquela era uma bateria muito importante para mim. Eu precisava passar daquela bateria para garantir que eu estarei seguro no corte de agosto. Agora, estou garantido no Circuito até o fim do ano. Estou muito feliz. Eu não queria competir contra o Adriano porque ele está disputando o título, mas isso acontece às vezes.
Além de Mineirinho, o Brasil teve outras duas quedas neste sábado, também na terceira fase. Jadson André, o único que havia vencido na estreia, acabou caindo diante do americano Damien Hobgood. Heitor Alves também não conseguiu avançar, depois de perder a bateria para o australiano Adrian Buchan.
Depois de vencer Mineirinho na terceira fase, Alejo caiu em uma bateria contra o australiano Josh Kerr e Michel Bourez, do Taiti. Na sequência, no entanto, conseguiu superar o aussie Adam Melling na repescagem e avançou às quartas.
O americano Kelly Slater, decacampeão mundial e terceiro do ranking, trocou a etapa por um freesurf nas Ilhas Fiji.
Confira as baterias das quartas de final:
Damien Hobgood (EUA) x Jordy Smith (AFS)
Adrian Buchan (AUS) x Julian Wilson (AUS)
Joel Parkinson (AUS) x Alejo Muniz (BRA)
Josh Kerr (AUS) x Mick Fanning (AUS)

sábado, 23 de julho de 2011

Jeffreys Bay tem dia de longa espera, voo no freesurf e mais um adiamento

Potiguar Jadson André treina nas direitas sul-africanas. Ele é um dos quatro brasileiros que seguem na briga pelo título da etapa, quarta da temporada

Por GLOBOESPORTE.COM Jeffreys Bay, África do Sul
Jadson André estava ansioso pela terceira fase em Jeffreys Bay. Nesta sexta-feira, uma semana desde sua única bateria até agora, ele convocou a torcida, mas novamente teve de esperar. Chegou a surfar nas direitas sul-africanas. Às 15h locais, no entanto, os organizadores bateram o martelo: mais um adiamento. O potiguar é um dos quatro brasileiros que seguem na briga pelo título da etapa, a quarta do Circuito Mundial. Vai enfrentar o americano Damien Hobgood por uma vaga nas oitavas. A janela de espera termina no domingo.
Surfe Jadson André Mundial Jeffreys Bay freesurf (Foto: EFE)
Jadson André em um treino em Jeffreys Bay (Foto: EFE)
- Nessa madrugada, às 3h tem Brasil na água em J-Bay. Conto com todo apoio de vocês - escreveu o brasileiro em seu perfil em uma rede social, bem antes do adiamento.
A bateria de Jadson será a segunda da terceira fase. Na quarta, o cearense Heitor Alves encara o australiano Adrian Buchan. O duelo mais esperado do dia, no entanto, é o décimo, quando o paulista Adriano de Souza, o Mineirinho, e o catarinense (argentino naturalizado brasileiro) Alejo Muniz vão se enfrentar. Quem perder está eliminado.
Jadson e Alejo foram os únicos a vencer na estreia em Jeffreys Bay. Mineirinho, líder do ranking, e Heitor tropeçaram, mas se recuperaram na repescagem. Raoni Monteiro perdeu duas vezes e deu adeus à etapa.
O americano Kelly Slater, decacampeão mundial e terceiro do ranking, trocou a etapa por um freesurf nas Ilhas Fiji.
Baterias da terceira fase:
1. Jeremy Flores (FRA) x Daniel Ross (AUS)
2. Damien Hobgood (EUA) x Jadson André (BRA)
3. Bede Durbidge (AUS) x Dusty Payne (HAV)
4. Adrian Buchan (AUS) x Heitor Alves (BRA)
5. Julian Wilson (AUS) x Kieren Perrow (AUS)
6. Jordy Smith (AFS) x Travis Logie (AFS)
7. Mick Fanning (AUS) x Kai Otton (AUS)
8. Joel Parkinson (AUS) x Matt Wilkinson (AUS)
9. Owen Wright (AUS) x Adam Melling (AUS)
10. Adriano de Souza (BRA) x Alejo Muniz (BRA)
11. Michel Bourez (TAH) x Tiago Pires (POR)
12. Taj Burrow (AUS) x Josh Kerr (AUS)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Heitor sobrevive à repescagem e se junta a Alejo, Mineirinho e Jadson!

Raoni Monteiro é o único brasileiro eliminado em Jeffreys Bay

Por GLOBOESPORTE.COM Jeffreys Bay, África do Sul
Com uma virada na contagem regressiva, Heitor Alves conseguiu sobreviver à repescagem da etapa de Jeffreys Bay, quarta do Circuito Mundial de surfe. Ele derrotou o americano Patrick Gudauskas e se garantiu na terceira fase, juntando-se a Adriano de Souza, o Mineirinho, Alejo Muniz e Jadson André. Mineirinho e Alejo, por sinal, vão se enfrentar. Já Raoni Monteiro caiu diante do taitiano Michel Bourez.
surfe heitor alves  (Foto: agência AP)
Heitor consegue sobreviver à repescagem (Foto: agência AP)
Heitor dominava a bateria, mas, a 1m21s do fim, Gudauskas conseguiu a virada com uma nota 7,67. O brasileiro ficou em situação delicada, precisando de 6,88 para não ser eliminado. A onda salvadora apareceu quando o cronômetro estava zerando. Arrancou um 7,93 para totalizar 14.90 pontos, segunda maior soma do dia.
A pontuação de Heitor só não foi maior do que a de Bourez, carrasco de Raoni. O brasileiro, que apenas no Rio Pro – terceira etapa da temporada – conseguiu passar uma bateria, amargou uma derrota na repescagem pela terceira vez. O taitiano tirou 9,30 e 7,77. Raoni tinha 7,60 e 6.43.
Baterias da repescagem nesta quinta-feira:
7. Damien Hobgood (EUA) 15,00 x 6,00 Taylor Knox (EUA)
8. Michel Bourez (TAH) 17,07 x 14,03 Raoni Monteiro (BRA)
9. Adam Melling (AUS) 14,00 x 11,80 Brett Simpson (EUA)
10. Heitor Alves (BRA) 14,90 x 13,84 Patrick Gudauskas (EUA)
11. Kieren Perrow (AUS) 12,23 x 9,43 CJ Hobgood (EUA)
12. Matt Wilkinson (AUS) 11,20 x 6,83 Chris Davidson (AUS)
Baterias da terceira fase:
1. Jeremy Flores (FRA) x Daniel Ross (AUS)
2. Damien Hobgood (EUA) x Jadson André (BRA)
3. Bede Durbidge (AUS) x Dusty Payne (HAV)
4. Adrian Buchan (AUS) x Heitor Alves (BRA)
5. Julian Wilson (AUS) x Kieren Perrow (AUS)
6. Jordy Smith (AFS) x Travis Logie (AFS)
7. Mick Fanning (AUS) x Kai Otton (AUS)
8. Joel Parkinson (AUS) x Matt Wilkinson (AUS)
9. Owen Wright (AUS) x Adam Melling (AUS)
10. Adriano de Souza (BRA) x Alejo Muniz (BRA)
11. Michel Bourez (TAH) x Tiago Pires (POR)
12. Taj Burrow (AUS) x Josh Kerr (AUS)

Bruce Irons usa prancha em chamas e fala sobre Andy: 'Entro em depressão'

Em entrevista a uma revista, havaiano conta que sempre pressentiu que algo aconteceria ao irmão, falecido no ano passado. Ele sofria de apnéia do sono

Surfe Bruce Irons prancha com fogos Indonésia (Foto: Reprodução Brent Bielmann/StabMag)
Bruce Irons surfa com sinalizador na prancha
(Foto: Reprodução Brent Bielmann/StabMag)
Bruce Irons mal consegue se lembrar dos últimos meses. Desde o dia 2 de novembro, virou praticamente um fantasma. Disputou o Pipeline Masters no lugar do irmão, Andy Irons, morto naquele dia. Surfou algumas outras vezes, mas só de corpo presente. A volta veio em uma viagem à Indonésia, onde, a convite de uma revista australiana, surfou com um sinalizador na prancha. Veja o vídeo.
Em entrevista à "Stab", Bruce contou que, no dia da morte, recebeu a notícia da cunhada, Lyndie, na época grávida de oito meses. Só o que fez foi tentar acalmá-la.
- Pensava: "ele vai voltar de uma viagem". Meu irmão era tudo. Quando penso sobre isso, meio que entro em depressão. Nunca tinha lidado com meus sentimentos. Eu e meu irmão nunca conversávamos sobre sentimentos. Nunca nos sentamos e falamos: "Você está bem, meu irmão?" - disse o surfista.
Bruce contou que Andy tinha apnéia do sono e que sempre que isso acontecia alguém tinha que acordá-lo. E lembrou que em 2001 o irmão, depois de uma bebedeira, foi levado para um hospital. Ficou seis minutos sem respirar.
- Eu sempre tive preocupação de que algo acontecesse comigo ou com o meu irmão. Às vezes deitava na cama e me preocupava com ele. Tentava me preparar para o caso de algo acontecer, algo para o qual você nunca se prepara. Muitas noites eu tinha sentimentos esquisitos e ligava para ele de manhã para me certificar de que ele estava bem.
Segundo a autópsia, Andy Irons morreu em decorrência de parada cardíaca e uso de drogas. Ele foi encontrado morte em um quarto de hotel em Dallas, depois de deixar Porto Rico, onde disputaria uma etapa do Circuito Mundial.