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quinta-feira, 21 de abril de 2011

COLUNA DE ANOTICIA DE AMANHA

Oakley Pro Junior! Husadel é o Campeche-sc


Pedro Husadel divide seu tempo entre o surf e os estudos. Foto: James Thisted.
Local do Campeche, atleta estreia bem no Oakley Pro Junior 2011. Foto: Basílio Ruy.
O catarinense Pedro Husadel estreou com vitória na primeira fase do Oakley Pro Junior 2011, evento que define o campeão brasileiro sub-20 da temporada na praia do Campeche, Florianópolis (SC).


Na última quarta-feira, o atleta de 19 anos dominou sua bateria do início ao fim com bons ataques de frontside e não deu chances ao cearense Diego Mendes e ao paulista Pedro Aguiar.


Filho do veterano surfista David Husadel, Pedro é criado nas ondas do Campeche e já foi duas vezes campeão catarinense nas categorias Mirim e Iniciante.


Além disso, participou do ISA World Junior em 2007 na Europa, tem quatro temporadas havaianas no currículo e morou nos Estados Unidos por oito meses em 2009.


Hoje ele divide o seu tempo entre os estudos e as competições. O surfista faz cursinho pré-vestibular e se prepara para ingressar na faculdade de Fisioterapia.


Na entrevista abaixo, Pedro Husadel fala sobre a expectativa de participar do Oakley Pro Junior em casa, o tempo que morou nos Estados Unidos e revela o planejamento para o restante temporada.


Como é disputar o título brasileiro Sub-20 na onda em que treina diariamente?

Eu moro aqui e para mim não tem lugar melhor do mundo para ter uma competição. No início do mês teve um Pro Junior lá no Atalaia, Itajaí (SC), e o Gustavo Machado, que é local do pico, ganhou o campeonato.

Eu fiquei em quinto e vi de perto a festa que a torcida da casa fez para ele. Cheguei até a ficar arrepiado, foi uma ótima sensação. Imagina se isso acontece comigo também, iria ser muito bom.


Qual a sua expectativa para o evento?

As condições estão mais para a direita aqui no Campeche. Pra falar a verdade não é o meu forte, surfo melhor de backside. Mas avancei a bateria fazendo um surf normal, mais de linha.

Não sou muito de dar aéreos, então vou trabalhar as ondas desse jeito. Estou usando uma prancha 6'1''do shaper Rodrigo Silva, da praia da Armação e que me dá a maior força, e ela está indo muito bem.

Como é conciliar a rotina dos estudos com o surf?

Esse ano estou fazendo pré-vestibular e pretendo entrar na faculdade de Fisioterapia no meio do ano. Estou dando um gás, não estou nem surfando durante a semana e tenho aula até de sábado. Só surfo de domingo e em campeonatos assim. Hoje matei aula e sei que quando chegar em casa vou ter que estudar bastante.


Como foi morar no Estados Unidos?

Foi uma experiência muito boa. Passei quase o ano de 2009 inteiro lá. Tive a oportunidade de aprender inglês, fazer novos amigos e conhecer novas ondas. Fui para a Califórnia e morei em San Clemente. O lugar tem muitas opções de ondas e surfava bastante em Trestles.

Qual a sua relação com seu pai? Ele ajuda bastante nas competições?

É muito boa. Ele entende de surf e não é como outros pais que não entendem nada do esporte e acabam fazendo pressão. É muito bom ter um pai como ele.

E como foi esta temporada havaiana?

Foi a minha quarta temporada no Hawaii e a mais legal de todas. Fiquei em uma casa no North Shore ao lado de amigos e pegamos altas ondas. Tive a companhia do (Leandro) Grilo, treinador da Aprimore Surf, que me ajudou bastante e me deu vários toques.


Quais competições você ainda pretende participar nesta temporada? 

Pretendo correr todas as etapas do circuito sul-americano Pro Junior e o catarinense Profissional.

Gostaria de mandar algum recado?

Gostaria de agradecer ao meu patrocinador, a marca Oceano, que vem me ajudando bastante nesta temporada. Ano passado estava sem patrocínio e estou amarradão com essa parceria.
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Jadson escapa na repescagem, mas entra em rota de colisão com Alejo

Potiguar faz a mesma soma que australiano Daniel Ross e terá duelo brasileiro na terceira fase em Bells Beach. Medina e Raoni são eliminados


Alejo Muniz foi o primeiro brasileiro a se classificar em Bells Beach

Uma onda de nível médio, a 2m40s do fim, livrou Jadson André da eliminação na repescagem da etapa de Bells Beach do Circuito Mundial. A nota 5,17 garantiu a ele a vaga na terceira fase. Com ela, o potiguar chegou à mesma soma que o australiano Daniel Ross e se beneficiou no critério de desempate. Terá agora, porém, um duelo verde-amarelo com Alejo Muniz, um dos três brasileiros que venceram na estreia. Heitor Alves e Adriano de Souza, o Mineirinho, também seguem na briga.

Jordy Smith em Bells Beach (Foto: AP)
Raoni Monteiro, de Saquarema, e o paulista Gabriel Medina, que competia como convidado, caíram na repescagem. Raoni perdeu para o americano Damien Hobgood, e Medina parou diante do aussie Owen Wright.
As ondas em Bells não estavam muito boas nesta quinta-feira, e os organizadores levaram o campeonato para outro pico, a 200m dali: Winkipop. Lá, sim, as direitas quebravam com perfeição.
Jadson, que tinha machucado os ombros na primeira fase, conseguiu voltar às disputas. Na metade de sua bateria, tirou 7,67, mas o aussie seguia na liderança. Ross tinha 6,17 e aumentou a vantagem a dez minutos do fim, com um 6,67. Quando faltavam 2m40s, Jadson conseguiu o precisava para empatar e, como sua segunda nota era maior do as duas do adversário, ficou em primeiro.

Taj Burrow também se despede, e Jordy Smith faz a maior soma


A grande decepção da segunda fase foi a derrota de Taj Burrow, vice-líder do ranking. O australiano, que perdeu na final da etapa de abertura, na Gold Coast, para o americano Kelly Slater, fez 15,93 nesta quinta-feira, mas ainda assim se despediu. De camiseta preta estava um inspirado Bobby Martinez. O americano somou 16,16 e se garantiu na terceira fase.

O sul-africano Jordy Smith, vice-líder do ranking no ano passado, foi quem abriu as disputas masculinas. Ele fez 17,43, maior soma do dia, e despachou o local Adam Robertson (16,26).

Repescagem em Bells Beach:

1: Jordy Smith (AFS) 17.43 x Adam Robertson (AUS) 16.26
2: Owen Wright (AUS) 16.70 x Gabriel Medina (BRA) 7.90
3: Bobby Martinez (EUA) 16.16 x Taj Burrow (AUS) 15.93
4: Josh Kerr (AUS) 17.24 x Adrian Buchan (AUS) 16.04
5: Damien Hobgood (EUA) 12.17 x Raoni Monteiro (BRA) 11.44
6: Bede Durbidge (AUS) 12.10 x Cory Lopez (EUA) 11.84
7: Gabe Kling (EUA) 11.67 x Brett Simpson (EUA) 5.00
8: Jadson Andre (BRA) 12.84 x Daniel Ross (AUS) 12.84
9: Chris Davidson (AUS) 16.10 x Julian Wilson (AUS) 13.83
10: C.J. Hobgood (EUA) 8.17 x Kai Otton (AUS) 8.10
11: Kieren Perrow (AUS) 15.10 x Dusty Payne (HAV) 13.97
12: Tiago Pires (POR) 11.77 x Taylor Knox (EUA) 8.06

Terceira fase em Bells Beach:
1: Owen Wright (AUS) x Gabe Kling (EUA)
2: Adriano de Souza (BRA) x Adam Melling (AUS)
3: Jeremy Flores (FRA) x Joel Parkinson (AUS)
4: Bede Durbidge (AUS) x Heitor Alves (BRA)
5: C.J. Hobgood (EUA) x Matt Wilkinson (AUS)
6: Kelly Slater (EUA) x Stu Kennedy (AUS)
7: Jordy Smith (AFS) x Bobby Martinez (EUA)
8: Chris Davidson (AUS) x Kieren Perrow (AUS)
9: Damien Hobgood (EUA) x Tiago Pires (POR)
10: Michel Bourez (TAH) x Patrick Gudauskas (EUA)
11: Jadson André (BRA) x Alejo Muniz (BRA)
12: Mick Fanning (AUS) x Josh Kerr (AUS)

Terceira fase feminina:
1: Silvana Lima (BRA), Chelsea Hedges (AUS), Melanie Bartels (HAV)
2: Carissa Moore (HAV), Sofia Mulanovich (PER), Courtney Conlogue (EUA)
3: Stephanie Gilmore (AUS), Tyler Wright (AUS), Pauline Ado (FRA)
4: Sally Fitzgibbons (AUS), Coco Ho (HAV), Jessi Miley-Dyer (AUS)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Jacque ficará dois meses fora do Mundial; Silvana avança em Bells

Catarinense fraturou a rótula em acidente de carro antes da segunda etapa da temporada e, segundo a ASP, deve perder outros três campeonatos

Jacqueline Silva ainda não sabe se precisará operar o joelho, fraturado em um acidente de carro em Torquay, mas não poderá competir nos próximos dois meses. Com isso, ela perderá quatro das sete etapas do Circuito Mundial: a de Bells, a de Taranaki, na Nova Zelândia, a de Sydney e a do Rio de Janeiro. Jacque continua internada em um hospital em Geelong. A segunda etapa da temporada começou nesta madrugada, e a outra brasileira na competição, Silvana Lima, se classificou às oitavas.

De acordo informações do diretor do circuito, Renato Hickel, Jacqueline teve, além da rótula fraturada, um corte na perna. Ela ocupa a nova posição do ranking mundial.

Jacque foi substituída pela australiana Nikki Van Dijk. Nikki terminou na terceira e última posição da bateria em que Pauline Ado surpreendeu a também havaiana Carissa Moore, campeã da etapa da Gold Coast.
Silvana Lima tinha competido um pouco antes, na segunda bateria do dia. A cearense não teve dificuldade para vencer a australiana Laura Enever e a havaiana Melanie Bartels. Somou 14,94 pontos, terceira maior média do dia.

Silvana lima se quassifica pras oitavas
A maior soma foi a da australiana Stephanie Gilmore, tetracampeã mundial e defensora do título da etapa. Steph fez 16,30 pontos para derrotar a americana Courtney Conlongue (9,00) e a havaiana Bethany Hamilton (6,50), surfista que, em 2003, perdeu o braço esquerdo ao ser atacada por um tubarão.
Resultados da primeira fase:
1: Sofia Mulanovich (PER) 12.93, Chelsea Hedges (AUS) 8.70, Jessi Miley-Dyer (AUS) 8.66
2: Silvana Lima (BRA) 14.94, Laura Enever (AUS) 8.84, Melanie Bartels (HAV) 7.54
3: Pauline Ado (HAV) 14.60, Carissa Moore (HAV) 14.44, Nikki Van Dijk (AUS) 10.63
4: Stephanie Gilmore (AUS) 16.30, Courtney Conlogue (eua) 9.00, Bethany Hamilton (HAV) 6.50
5: Sally Fitzgibbons (AUS) 16.10, Alana Blanchard (HAV) 12.83 Paige Hareb (NZL) 7.47
6: Coco Ho (HAv) 12.90, Tyler Wright (AUS) 12.00, Pauline Ado (FRA) 6.37

Em condições extremas, brasileiro é vice no Mundial em Margaret River

Depois de derrotar Guilherme Tâmega nas quartas e atual campeão do mundo nas semis, Magno Oliveira cai diante do australiano Ryan Hardy na final

Com ondas de até cinco metros, Margaret River testou os melhores bodyboarders do mundo no último dia da segunda etapa do Circuito Mundial. Um brasileiro chegou até a decisão, mas bateu na trave. O capixaba Magno Oliveira derrotou dois campeões mundiais e parou diante de Ryan Hardy. O australiano, de 31 anos, faturou o título e assegurou a segunda colocação do ranking.

Depois de um dia de folga, os bodyboarders voltaram a entrar em ação nesta quarta-feira. Na terceira bateria das quartas, Magno derrotou Tâmega, hexacampeão do mundo, e, nas semis, despachou o número 1 de 2010, Amaury Levernhe, das Ilhas Reunião. Foi sua primeira final em etapas do Circuito Mundial.
É o melhor resultado da minha vida. Esse tipo de onda é a tipo de que eu gosto. Estão gigantes e perigosas. Nunca vi nenhum outro esporte ser disputado nessas condições. Estou orgulhoso por ser bodyboarder e por dias dias como esse – disse Magno.
Magno foi o principal beneficiado pelo novo formado do Circuito Mundial, nos moldes do surfe. Ele perdeu na primeira fase, mas conseguiu sobrevida na repescagem. Nas oitavas de final, fez a maior soma do campeonato (17,75).
bodyboard_GuilhermeTamega_MargaretRiver_IBA_Specker (Foto: IBA Specker)
Tâmega se desequilibra (Foto: IBA Specker)
Tâmega se desequilibra (Foto: IBA Specker)
Nesta quarta, Magno voltou a fazer a maior pontuação do dia: 16,75 pontos nas semifinais, contra Levernhe. Na final, Hardy levou a melhor sobre o brasileiro e comemorou com a esposa, Leah, e o filho recém-nascido, Oliver.
- Milagres acontecem. Passei por vários milagres para chegar à final.
Na primeira etapa da temporada, em Pipeline, no Havaí, o campeão foi o local Jeff Hubbard. A próxima começa no dia 20, em Arica, no Chile.


Final
Ryan Hardy (AUS) 15.15 x Magno Oliveira (BRA) 7.35
Semifinais
1: Ryan Hardy (AUS) 14.85pts x Mark McCarthy (AFS) 10.95
2: Magno Oliveira (BRA) 16.75 x Amaury Lavernhe 12.35
Quartas de final
1: Ryan Hardy (AUS) 13.35 x Dallas Singer (AUS) 3.35
2: Mark McCarthy (AFS) 13.30 x Jared Houston (AFS) 11.95
3: Amaury Lavernhe (REU) 12.00 x Jeff Hubbard (Haw) 10.90
4: Magno Oliveira (BRA) 14.50 x Guilherme Tamega (BRA) 11.75