SEJA BEM VINDO

SEJA BEM VINDO

terça-feira, 26 de julho de 2011

Em forma ou com 'pneuzinhos', mitos vão reviver os velhos tempos no Rio

Um década depois da última edição, Mundial Master começa nesta terça no Arpoador com a geração que criou e a que popularizou o Circuito Mundial

Por Gabriele Lomba Rio de Janeiro
“Fica frio”, dizia Fábio Gouveia, rindo, tentando ampliar o vocabulário em português de Cheyne Horan. De pé, eles conversavam ao lado esposa de Peter Townend, que recomendava um cafezinho. Tom Curren chegou logo depois, minutos antes de ser chamado à mesa, ao lado da dupla, de Gary Elkerton, de Daniel Friedman e de Renan Rocha. Na platéia, além de jornalistas, quase todos os surfistas - uns em forma, outros com uns discretos pneuzinhos - que, a partir desta terça-feira, vão fazer o Arpoador voltar no tempo. Um década após a última edição, o Mundial Master reúne, nas categorias Master (de 36 a 49 anos) e Grand Master (a partir de 50), duas gerações: a que criou o Circuito Mundial - em 1976 - e a que o popularizou.
Surfe Mundial Master (Foto: Pedro Monteiro)
Surfistas participam da abertura do Mundial Master (Foto: Kelly Cestari/ASP)
Alguns deles, como Fabinho, Renan e o próprio Curren, ainda disputam campeonatos eventualmente. Mas, para o Master, todo mundo “deu um gás”.
- Estou fazendo “pilhates”: é uma pilha só. Treino, nado, faço stand up surf – disse Fabinho, arrancando risos.

Fabinho: piadas e risadas antes de competir
(Foto: Cezar Loureiro / agência O Globo)
Gargalhada e piadas - em português e em inglês -, aliás, deram o tom do encontro. O campeonato, na verdade, tem clima de festival, algo raro no surfe brasileiro.

A maioria dos surfistas hoje trabalha de alguma forma ligada ao surfe: gerenciando atletas, empresas ou botando a mão na massa, ou melhor, nas pranchas, fazendo shapes. O australiano Cheyne, que na década de 70 venceu dois campeonatos no Arpoador, deixou a esposa e os filhos em casa e mostrava ser um dos mais animados. Arriscou até falar português.
- Agora aqui, estou muito feliz. A Praia do Arpoador tem boas ondas, às vezes – brincou – É muito bom estar de volta. Temos paixões diferentes, empregos diferentes. É muito bom se reencontrar e saber o que cada um está fazendo. Espero que a gente possa jantar junto e aproveitar bastante a semana.

Tom Curren e Gary Elkerton durante coletiva de surfe (Foto: Cezar Loureiro / Ag. O Globo)
Curren e Elkerton: duelos acirrados no Mundial
(Foto: Cezar Loureiro / Ag. O Globo)

Vice-campeão mundial nos tempos de Tom Curren, o australiano Gary Elkerton foi às forras no Master. No Arpoador, vai buscar, depois de dez anos, o tricampeonato.
- Todos estão melhores do que da última vez que os vi. Ainda somos competitivos. Um pouco – brincou Gary - Para muitos de nós, que ficamos dez, 15 anos competindo, parar de repente é complicado. Eu procurei trabalhar em outras coisas, mas a vontade de competir está dentro da gente - completou.
Curren, tricampeão mundial, é a principal estrela. Antes de vir ao Rio, o americano nadou, deu suas corridinhas. Nada demais, diz. Daniel Friedman também. O carioca estava na última edição do Masters, na Irlanda. Agora, vai competir no quintal de casa. Em 1977, ele venceu no Arpoador a etapa brasileira do Circuito Mundial. Um circuito ainda bebê, que tinha entre os competidores Pepe Lopes, falecido em 1981, durante um voo de asa-delta.
- Estamos sendo reconhecidos pelo que a gente fez. Mostrar o que podemos fazer é muito bom. .A alegria de estar todo mundo surfando junto vai ser a melhor memória - disse Daniel.


Friedman, Curren e Elkerton durante a entrevista coletiva (Foto: Pedro Monteiro

A descontração foi tanta que um dos convidados sugeriu uma bateria especial:
 todos usariam as pranchas dos anos 70. Quem se antecipou a responder foi Cheyne, de novo com seu português arranhado.
- É mais ou menos bom. Deixem os garotos novos tentarem isso...

E por falar em idade, fica a pergunta: depois de tantos anos, a vontade de surfar ainda é a mesma?
- Claro! - todos responderam.
Formato diferenciado para garantir maior participação dos surfistas
O Mundial Master terá um formato único em campeonatos de surfe. Os surfistas serão divididos em grupos, sem baterias eliminatórias: eles acumulam pontos de acordo com as colocações. Após as fases classificatórias, os oito primeiros avançam às quartas de final, onde os duelos passam a ser homem a homem.

Primeira fase da categoria Master - de 36 a 49 anos:


1. Barton Lynch (AUS), Rob Bain (AUS), Flavio Padaratz (BRA), Richard Lovett (AUS)
2. Gary Elkerton (AUS), Brad Gerlach (EUA), Richie Collins (EUA), Guilherme Herdy (BRA)
3. Derek Ho (HAV), Victor Ribas (BRA), Kaipo Jaquias (HAV), Jojó de Olivença (BRA)
4. Tom Curren (EUA), Jake Paterson (AUS), Shea Lopez (EUA), Renan Rocha (BRA)
5. Mark Occhilupo (AUS), Fabio Gouveia (BRA), Marty Thomas (EUA), Fabio Silva (BRA)
6. Luke Egan (AUS), Peterson Rosa (BRA), Nathan Webster (AUS), Ricardo Toledo (BRA)
Primeira fase da categoria Grand Master - 50 anos ou mais:
1. Shaun Tomson (AFS), Hans Hedemann (HAV), Buzzy Kerbox (HAV), Daniel Friedman (BRA)
2. Wayne Bartholomew (AUS), Glen Winton (AUS), Peter Townend (AUS), Iain Buchanan (NZL)
3. Michael Ho (HAV), Simon Anderson (AUS), Ian Cairns (AUS), Lula Menezes (BRA)
4. Cheyne Horan (AUS), Terry Richardson (AUS), Terry Fitzgerald (AUS), Zé Alla (BRA)

Campões mundiais master (Master e Grand Master):
2001 - Gary Elkerton (AUS) e Mark Richards (AUS), em Bundoran - Irlanda
2000 - Gary Elkerton (AUS) e Michael Ho (HAV), em Lafitenia - França
1999 - Cheyne Horan (AUS) e Wayne Bartholomew (AUS), em Lafitenia - França
1998 - Joey Buran (EUA) e Buzzy Kerbox (HAV), em Puerto Escondido - México
1997 - Terry Richardson (AUS) foi o primeiro campeão em Cloudbreak, Tavarua Island - Fiji
 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O rei da molecada

 por Redação HC
Vitor Bernardo vence final paulista contra Deivid Silva na segunda etapa do Quiksilver King of The Groms, em Itacaré, e vai representar o Brasil em Hossegor.

Vitor Berrnardo


Vitor Bernardo vence segunda etapa do Quiksilver King of The Groms, finalizada neste domingo, em Itacaré, Bahia, e é o novo rei do grommets no Brasil. O guarujaense bateu seu conterrâneo Deivid Silva na final para carimbar o passaporte para o evento mundial, que ocorre em outubro, em Hossegor, França.
O domingo começou com as baterias de quartas de final, em ondas de até um metro mexidas pelo vento. Vitor, que havia tirado a melhor nota do primeiro dia, um 8, travou disputa acirrada com o baiano Erick Moraes e por pouco mais de um ponto garantiu vaga na semifinal. Na mesma chave, Alexandre Escobar bateu Lucas Silveira também numa bateria muito apertada. Do outro lado, Deivid Silva e o pernambucano Gabriel Farias passaram sem dificuldades pelos cariocas Pedro Neves e Pedro Pinto, respectivamente, e se enfrentaram na semi, onde Deivid tirou a melhor nota do evento, 8,45, e garantiu vaga na final. Vitor bateu Alexandre na outra bateria para fazer uma final paulista contra Deivid.

Os dois melhores surfistas do evento se encontraram em uma das baterias mais diputadas do campeonato. Após liderar boa parte do confronto, Deivid, que vinha de um vice na primeira etapa, viu Vitor achar um bom tubo para virar o placar e sagrar campeão do King of The Groms de Itacaré. Com a vitória, Vitor agora junta-se ao catarinense Yan Daberkow, vencedor da primeira etapa, para representar o Brasil na final mundial em Hossegor.

Resultados Quiksilver King of The Groms – FINAL
Quartas de Final

01: Gabriel Farias (PE) 13,50 x Pedro Pinto (RJ) 4,70
02: Deivid Silva (SP) 10,70 x Pedro Neves (RJ) 6,30
03: Victor Bernardo (SP) 10,15 x Erick Moraes (BA) 8,80
04: Alexandre Escobar (ES) 10,20 x Lucas Silveira (RJ) 9,25

Semifinal
01: Deivid Silva (SP) 15,00 x Gabriel Farias (PE) 12,50
02: Victor Bernardo (SP) 9,85 x Alexandre Escobar (ES) 6,40



Final
Victor Bernardo (SP) 13,95 x  Deivid Silva (SP) 13,30
 

Capixabas embarcam para etapa do Mundial de Bodyboard no México

Magno Oliveira, Lucas Nogueira e Leonardo Costa viajam, nesta segunda-feira. A competição acontece na praia de Puerto Escondido

Por Guido Nunes Vitória
Surfar as ondas de Puerto Escondido, no México, está entre os sonhos de quem pratica o bodyboard, e três atletas capixabas estão próximos de torná-lo realidade. Magno Oliveira, Lucas Nogueira e Leonardo Costa embarcam, nesta segunda-feira, para a disputa da quarta etapa do Circuito Mundial de Bodyboard, que acontece no pico mexicano entre os dias 4 e 13 de agosto.
Os três vão chegar com quase duas semanas de antecedência para conhecer, na prática, as características do mar mexicano. Na etapa, cada um tem objetivo específico. Em comum, a empolgação de disputar uma etapa do mundial numa das ondas mais famosas do mundo.
Magno Oliveira, Lucas Nogueira e Leonardo Costa embarcam para Mundial no México (Foto: Arquivo Pessoal)
Magno Oliveira, Lucas Nogueira e Leonardo Costa vão disputar etapa do Mundial no México
(Fotos: Arquivo Pessoal)
Para Magno Oliveira, esta será a segunda vez em Puerto Escondido. O bodyboarder capixaba disputou a etapa mexicana no ano passado. Em quarto lugar no ranking mundial, uma vitória garantiria a liderança no circuito. Essa possibilidade, inclusive, não sai da cabeça do bodyboarder que está confiante em conseguir um bom resultado.
- A expectativa é boa e esse ano o circuito mundial tem tido altas ondas. A gente sempre vai brigando pela primeira colocação, até tive um sonho que passava para a liderança do ranking lá no México. Tomara que isto se torne realidade - disse, quem sabe, o "vidente" Magno Oliveira .
Para Lucas Nogueira, atual 25º no ranking mundial, o que mais interessa na etapa de Puerto Escondido é a pontuação para o Circuito Latino Americano, em que lidera atualmente. Prestes a realizar o sonho de surfar as ondas mexicanas pela primeira vez, Lucas compara o pico com a praia de Regência, em Linhares, no Norte do Espírito Santo.
- É um pico com ondulação grande, que chega a três metros - lembra muito Regência, mas com volume de água maior. Estou com adrenalina a mil porque é um mar que ainda não conheço. Desde criança sonho surfar essa onda e agora vou ter a oportunidade para conhecer e tentar manter a liderança no ranking Latino Americano - disse Lucas Nogueira.
Leonardo Costa disputa a segunda divisão do Circuito Mundial, que também acontecerá na praia de Puerto Escondido. O objetivo dele é conseguir ficar entre os oito melhores para conseguir o acesso, ao fim do circuito, à divisão de elite do bodyboard, onde estão os 24 melhores atletas do mundo. Para o bodyboarder, será importante o período de duas semanas de treinamento antes do início da competição.
- Estou treinando bastante desde que cheguei do Chile e sempre tive o sonho de conhecer o México, vou unir o útil ao agradável. Vamos chegar quase duas semanas antes da competição, um tempo legal para a gente se preparar e conhecer as ondas de Puerto Escondido - disse Leonardo Costa.
Os três atletas vão viajar para o México com as passagens custeadas pelo Governo do Espírito Santo, por estarem contemplados no programa 'Compete ES'

domingo, 24 de julho de 2011

Jordy segura taça

O sul-africano Jordy Smith fez a festa da torcida ao conquistar o bicampeonato do Billabong Pro neste domingo, em Jeffrey's Bay, África do Sul.

Jordy Smith é bicampeão do Billabong Pro em Jeffrey's Bay, África do Sul. Foto: © ASP / Kirstin

Com belíssimas atuações nas ondas de até 1,5 metros e formação prejudicada pelo forte vento maral, Jordy manteve o cinturão em J-Bay e faturou US$ 70 mil pela vitória na quarta etapa do World Tour.

Na final, o sul-africano de 23 anos derrotou o australiano Mick Fanning por 15.60 a 14.83 pontos. Jordy descolou 8.60 e 7.00 nas duas melhores notas, enquanto Mick somou 8.00 e 6.83.

"Foi uma semana incrível para mim", comemora Smith. "Todo a torcida das pessoas em Jeffrey's Bay, Garth (Tarlow), Steve (Smith), minha namorada Lyndall (Jarvis), minha mãe, meu pai e todos. Foi uma semana realmente especial para mim e estou muito feliz agora", diz o campeão, emocionado.

Mick Fanning fica com o vice. Foto: © ASP / Kirstin.

Com a vitória, ele pula da quinta para a segunda posição no ranking mundial e vai em busca do seu primeiro título. "Mick (Fanning) estava surfando de forma incrível durante toda a semana. Ele sempre é uma inspiração e está ali com todos na caça ao título. Hoje foi uma grande vitória para mim. No último ano, foi muito emocionante. Estar de volta este ano é muito bom. É demais para a minha confiança e estou ansioso pelo resto do ano", finaliza Jordy.

O melhor brasileiro na competição foi o catarinense Alejo Muniz, eliminado nas quartas-de-final pelo australiano Joel Parkinson.

Com 8.60 e 8.23, Parko deixou o brasileiro em situação complicada, precisando da combinação de duas notas para vencer. Alejo bem que tentou, mas obteve apenas 5.33 e 2.83 no somatório.

"Eu nunca pensei que teria bons resultados em meu ano de estreia", diz Alejo à assessoria de imprensa da ASP. "Estou surfando com meus heróis e ir avançando baterias é o que sempre sonhei desde pequeno. Isto combina com o meu melhor resultado desde a Gold Coast e estou amarradão por estar livre do corte do World Tour em agosto", completa o surfista de 21 anos.Durante a etapa foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem a Andy Irons, que  completaria 33 anos neste domingo. Surfistas que não estavam na praia no momento, renderam homenagens no Twitter. Inclusive Kelly Slater, que trocou a etapa por  um freesurf nas Ilhas Fiji.


Depois de passar pelo brasileiro, Parko não resistiu ao compatriota Mick Fanning, perdendo o duelo de altíssimo nível pelo placar de 15.30 a 17.47 pontos.

Na outra semi, o sul-africano Jordy Smith passou pelo aussie Adrian Buchan por 17.46 a 11.87. Antes de derrotar Buchan e Fanning, Smith havia atropelado o norte-americano Damien Hobgood por 15.10 a 8.94.

Líder Com a terceira posicão em J-Bay, Joel Parkinson é o novo líder do World Tour 2011. Além de perder a ponta para Parko, o brasileiro Adriano de Souza ainda foi ultrapassado pelo campeão Jordy Smith.

Ao comentar a liderança, Parko foi cauteloso. "Eu ainda não penso nisso. Este é apenas o quarto evento do ano e já estive nesta posição antes. Estou feliz com meu surf, com minhas pranchas, e vou continuar de olho na próxima bateria", garante o aussie de 30 anos.O brasileiro Alejo Muniz, único representante do país que seguia na disputa, não conseguiu passar das quartas de final. Ele foi derrotado por Joel Parkinson, líder do Circuito, que somou 18.83 contra 8.16 de Alejo.
-
Confira fotos e vídeos deste domingo em nossas próximas reportagens.

Resultado do Billabong Pro J-Bay 2011


1 Jordy Smith (Afr)
2 Mick Fanning (Aus)
3 Adrian Buchan (Aus)
3 Joel Parkinson (Aus)
5 Alejo Muniz (Bra)
5 Damien Hobgood (EUA)
5 Julian Wilson (Aus)
5 Josh Kerr (Aus)
13 Jadson André (Bra)
13 Adriano de Souza (Bra)
13 Heitor Alves (Bra)
25 Raoni Monteiro (Bra)

Ranking do World Tour 2011 depois de 4 etapas

1 Joel Parkinson (Aus) 25700
2 Jordy Smith (Afr) 24750
3 Adriano de Souza (Bra) 22250
4 Mick Fanning (Aus) 19500
5 Taj Burrow (Aus) 18250
6 Kelly Slater (EUA) 16950
7 Michel Bourez (Tah) 16000
8 Bede Durbidge (Aus) 15000
9 Josh Kerr (Aus) 13900
9 Owen Wright (Aus) 13900
11 Adrian Buchan (Aus) 12750
11 Tiago Pires (Por) 12750
13 Alejo Muniz (Bra) 12650
14 Damien Hobgood (EUA) 11450
15 Jeremy Flores (Fra) 10500
16 Jadson André (Bra) 10450
23 Heitor Alves (Bra) 7000
28 Raoni Monteiro (Bra) 5500

Teco e Neco Padaratz Free Surfing

Com corpos pintados, surfistas fazem homenagem póstuma a Olimpinho

Surfista baiano foi assassinado em 2006, no Rio de Janeiro

Os surfistas que disputam o Longboard Classic, em Lauro de Freitas, na Bahia, fizeram neste sábado uma homenagem a Olimpio Batista, o Olimpinho, assassinado em 2006. Com corpos pintados, eles remaram até o outside na Praia de Ipitanga, formaram um círculo e fizeram uma cerimônia. A competição é válida como terceira etapa do Circuito Brasileiro de longboard.
Surfe homenagem Olimpinho (Foto: Divulgação/ Fotocom.net)
Homenagem a Olimpinho em Lauro de Freitas (Foto: Divulgação/ Fotocom.net)
- Foi uma cerimônia tradicional e simples, mas o que importa é que nós todos continuamos carregando o Olimpinho em nossos corações - disse Rico de Souza, organizador do campeonato.
Baiano de Amaralina, Olimpinho se mudou para o Rio de Janeiro na década de 90. No dia 30 de outubro de 2006, foi encontrado morto - com dois tiros - em Jacarepaguá, zona oeste da cidade. Segundo a polícia, o surfista e a mulher que o acompanhava no dia teriam sido confundidos com moradores do Morro da Mineira. Olimpinho tinha 40 anos.
 

Mineirinho cai diante de Alejo e perde liderança do ranking para Parkinson

Em duelo brasuca, Adriano de Souza se despede na 3ª fase em Jeffreys Bay

 
A derrota para o compatriota Alejo Muniz na terceira fase em Jeffreys Bay custou para Adriano de Souza, o Mineirinho, bem mais do que a sequência na quarta etapa do Circuito Mundial. Eliminado, o brasileiro viu o australiano Joel Parkinson se garantir nas quartas de final e, com isso, deixou escapar a liderança da corrida pelo título em 2011.
Nas quartas de final, Parkinson vai enfrentar justamente Alejo, único brasileiro que continua na competição. Estreante no Circuito Mundial neste ano, surfista perdeu a bateria seguinte à vitória sobre Mineirinho, mas se recuperou na repescagem e avançou na disputa na África do Sul.
Alejo Muniz no campeonato de surfe na África do Sul  (Foto: AP)
Alejo Muniz derrubou Adriano de Souza, o Mineirinho, em Jeffreys Bay (Foto: AP)
- Aquela era uma bateria muito importante para mim. Eu precisava passar daquela bateria para garantir que eu estarei seguro no corte de agosto. Agora, estou garantido no Circuito até o fim do ano. Estou muito feliz. Eu não queria competir contra o Adriano porque ele está disputando o título, mas isso acontece às vezes.
Além de Mineirinho, o Brasil teve outras duas quedas neste sábado, também na terceira fase. Jadson André, o único que havia vencido na estreia, acabou caindo diante do americano Damien Hobgood. Heitor Alves também não conseguiu avançar, depois de perder a bateria para o australiano Adrian Buchan.
Depois de vencer Mineirinho na terceira fase, Alejo caiu em uma bateria contra o australiano Josh Kerr e Michel Bourez, do Taiti. Na sequência, no entanto, conseguiu superar o aussie Adam Melling na repescagem e avançou às quartas.
O americano Kelly Slater, decacampeão mundial e terceiro do ranking, trocou a etapa por um freesurf nas Ilhas Fiji.
Confira as baterias das quartas de final:
Damien Hobgood (EUA) x Jordy Smith (AFS)
Adrian Buchan (AUS) x Julian Wilson (AUS)
Joel Parkinson (AUS) x Alejo Muniz (BRA)
Josh Kerr (AUS) x Mick Fanning (AUS)