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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

BAHIA BODYBOARDING SHOW 2010

Chegando ao terceiro ano consecutivo no calendário brasileiro de bodyboarding, o Radical Wave apresenta Bahia Bodyboarding Show acontece em 2011, no mês de setembro, ente os dias 07 e 10, na Praia do Jaguaribe. Atuais campeões da etapa, Neymara Carvalho (ES) e Leandro Chagas (BA), já se preparam para defender os títulos.
Fora das competições mundiais em 2010, o título do Bahia Bodyboarding Show foi um dos principais motivadores para a volta de Neymara Carvalho, pentacampeã mundial, ao Tour. “Aquela vitória representou um momento de certeza que eu voltaria em 2011 com força total. Fiquei muito contente com aquela vitória, pois não estava no auge dos meus treinamentos e hoje estou me sentindo muito melhor”, declarou a campeão do evento baiano no ano passado.
Em 2010, quem surpreendeu a todos foi o atleta local Leandro Chagas. Leo, como é conhecido entre os amigos, veio das triagens e acabou vencendo concorrentes de peso, como Eder Luciano (atual líder do ranking brasileiro e top-5 do Tour Mundial em 2010) e Iraí Rodrigues na decisão.
Porém, o que mais chamou a atenção na vitória de Leandro Chagas em 2010 foi a corrente feita pelo povo baiano nas areias da Praia da Armação. A vibração positiva do público contagiou a todos que estavam na praia assistindo a competição.
O Radical Wave apresenta Bahia Bodyboarding Show será válido como segunda etapa do Circuito Brasileiro de Bodyboarding, oferecendo R$30.000,00 e 1000 pontos no ranking nacional. O evento contará com cinco categorias: Super Top Masculino, Pro Trials Masculino, Pro Girls, Open Masculino e Sub-16 Masculino.
A produção da competição é uma parceria da Dendê Produções e Axé Mix, com apresentação da Radical Wave e patrocínio do Governo do Estado da Bahia, da Prefeitura Municipal de Salvador e das empresas Petrobras, Skol, Azul Linhas Aéreas. Juntos, os organizadores visam difundir a prática saudável do esporte e a difusão da cultura e produções artísticas locais.
Danilo Caboclo – Assessoria de Imprensa CBRASB – danilo@gruposix.com.br – (11)7667-9636 ou (48) 9935-2019



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ricardo dos Santos vence triagem e se garante na etapa de Teahupoo

Brasileiro se junta à elite para a disputa do campeonato, a partir do dia 20

Por GLOBOESPORTE.COM Teahupoo, Taiti
O Brasil garantiu mais um surfista na etapa de Teahupoo do Circuito Mundial. Ricardo dos Santos brilhou na triagem e conquistou uma das duas vagas de convidados para a disputa no Taiti, a partir do dia 20. Contra o local Heiarri Williams, o brasileiro venceu a bateria final e vai se juntar aos compatriotas Adriano de Souza, Jadson André, Alejo Muniz, Heitor Alves e Raoni Monteiro naquela que é conhecida como a onda mais perigosa do mundo.
Surfe - Ricardo Santos Billabong Pro (Foto: Divulgação)
Ricardo Santos brilhou e vai disputar evento no Taiti (Foto: Divulgação)
Aos 21 anos, Ricardinho derrotou Williams na bateria final com 13.33 de somatório, contra 11.33 do rival. No fim, comemorou a classificação.
- Eu estou muito feliz. Conseguir a classificação para o principal evento é a melhor coisa que poderia ter acontecido hoje. Eu passei os últimos quatro anos aqui, treinando. Não sei quais condições vamos encontrar na próxima semana, mas não ligo. Estou feliz.
Campeão do evento principal em 2008, Bruno Santos por pouco não garantiu seu retorno à disputa. O brasileiro caiu nas quartas de final para Williams e fechou a disputa na quinta posição.
A triagem também contou com a presença de Bruce Irons. O havaiano, que não costuma surfar em competições, ia tentar defender o título do irmão, bicampeão em Teahupoo e que morreu no dia 2 de novembro do ano passado. Ele, no entanto, não conseguiu um dos convites.
 

Com direito a 20 de somatório, Gabriel Medina fatura torneio júnior na França

Paulista consegue três notas 10, duas delas na mesma bateria, vence sete disputas seguidas por combinação e conquista título em Lacanau

Gabriel Medina mostrou mais uma vez que está em grande fase e dominou completamente o Lacanau Pro Junior, na França. Com uma performance inédita em um campeonato europeu júnior, que contou com três notas 10 e um somatório de 20 pontos (de 20 possíveis), o brasileiro ficou com o título da etapa.
Para chegar ao título, o paulista de Maresias venceu sete baterias consecutivas por combinação e ainda teve as nove melhores ondas do evento e os sete melhores somatórios da competição francesa.
surfe - gabe medina, ASP (Foto: Divulgação/ASP)
Gabriel Medina voa em um aéreo durante sua grande apresentação na França (Foto: Divulgação/ASP)
- Eu estou super feliz por ter conseguido a vitória e por conseguir pontuações tão boas. Foi um grande evento e eu me diverti demais. As ondas estavam boas bateria após bateria. É uma ótima sensação vencer o torneio júnior e estou ansioso pela competição profissional – afirmou Medina.
Nesta terça-feira, Gabriel começa a disputar o WQS seis estrelas de Lacanau.
- Me senti bem durante todo evento e é promissor para o profissional. Na verdade, foi minha primeira vitória pro júnior. E depois de ver todos estes campeões fazendo uma grande carreira júnior, significa muito para mim vencer aqui – disse.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Gabriele Nunes! making of do ensaio

Gabriele cravo e canela
Por Marcelo Aranha em 15/08/11 00:01 GMT-03:00
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Gabriele Nunes, São Pedro, Guarujá (SP). Foto: Marcelo Aranha.




A bela modelo paulista Gabriele Nunes se define como uma pessoa bonita, inteligente e calma, mas muito brava quando necessário.

Clique aqui para ver o making of do ensaio

Apaixonada pela família e pela cadelinha Shiva, Gabi gosta de esportes como surf, stand up paddle, corrida, patins e musculação.

São-paulina de coração, ela também trabalha como vendedora de biquínis e suas praias preferidas incluem a praia Mole, Florianópolis (SC), e São Pedro, Guarujá (SP).

Confira na galeria acima, o ensaio registrado pelo fotógrafo Marcelo Aranha na praia de São Pedro, Guarujá (SP).

Perfil Gabriele Nunes

Altura 1,75
Quadril 101
Cintura 66
Busto 93
Pés 38
Apelidos Gabivibe e Gabiroba
Signo Aquário
Filme Um parto de viagem (risos)
Música Time to Pretend (MGMT)
Ama Minha família e a Shiva (minha cadela), claro
Odeia Pessoas que nunca estão para cima e falsidade
Qual a parte do seu corpo que você mais gosta? Pernas e bumbum
Maior loucura que já fez na vida? Saltar de pára-quedas
O que gosta de fazer nas horas vagas? Viajar, praia e namorar (risos)
O que é fundamental para manter a beleza? Dedicação, disciplina e força de vontade!
Além de modelo, tem outra profissão? Sim, vendo biquínis da Coral e Silvia Martinez
Estuda? Não já passei dessa, sou graduada!

O fotógrafo Marcelo Aranha conta com apoio da Rip Curl. A marca oferece todos os biquínis e peças de roupas do ensaio. Ele também tem apoio do Studio Aquarela, responsável pelas imagens do making of.

Tradição ilheense! Familia Argolo.

Começava a temporada de verão 1979 / 80 quando Jânio Argolo, um dos três surfistas da tradicional família do surf baiano, tomou conhecimento de um novo nicho de mercado que estava nascendo no Brasil: as surf shops.


Clique aqui para ver as fotos

Graças a sua formação de competidor, visão futurista e o apoio recebido pela família, Jânio acabou impulsionado por este espírito empreendedor e não hesitou em mergulhar nesta ideia.

Começou vendendo acessórios que comprava em suas viagens para o Sul do país, quando competia nos principais eventos do Brasil. Sempre trazia novas tendências para Ilhéus.
Galera de Ilhéus na década de 80. Foto: Arquivo pessoal Gabriel Macedo.

Depois de começar vendendo seus produtos na loja de sua mãe, Dona Dalva, a Maré Azurro, Jânio abriu sua primeira surf shop no ano de 1981. Com a estrutura montada, só era preciso um nome que representasse toda a filosofia que iria registrar para sempre a empresa que nascia.

A palavra Backdoor (porta dos fundos), originada de um pico havaiano e um dos principais picos de Ilhéus, em Olivença, soou como uma boa música. Com a escolha do nome e o aval de todos os surfistas da região, iniciou-se a nova era do surf ilheense e baiano, pois foi através dela que surgiu uma nova perspectiva do esporte como um meio de profissionalização do mesmo.
Brício, Adalvo e Jânio Argolo comandam as lojas Backdoor com 30 anos de história. Foto: Arquivo pessoal Gabriel Macedo.

Por muitos anos, a Backdoor foi a sede da Associação Ilheense de Surf (AIS), que surgiu pela iniciativa de vários surfistas da região e teve como o primeiro presidente da entidade, Jânio Argolo, e seu irmão Adalvo Argolo como vice, hoje atual presidente da Confederação Brasileira de Surf (CBS).

A história da Backdoor também se mistura à explosão do mercado surfwear brasileiro nos anos 80. O contato com grandes surfistas e aspirantes a empresários da época fez com que o surf ilheense tivesse uma abertura muito grande nas melhores empresas do ramo.

Surfistas como Sidão (OP) Tino (Stanley), Piazza (Billabong), Tucano (Star Point), Mike (Summer Birds), os irmãos Bruno e Alberto Alves (Fluir), o fotografo Montaury (Costa Sul), Rômulo e Rogério Bastos (Custom), Ronaldo (Radical), atletas como os irmãos Picuruta, Almir e Lequinho Salazar, Paulo Tendas, Quizumba, Quencas, Radiola, Edinho Leite, Testinha, Zezito, Tady, Taiu e Totó Bueno, Paulo Kid, etc.

São tantos nomes que não dá para colocar todos aqui! Esses grandes nomes visitavam com frequência a região e atraíram grandes negócios e apoios para o esporte.

Não demorou muito para surgir grandes atletas patrocinados em Ilhéus, aumentando o número de participantes nos principais eventos da época.

A família Argolo composta por Jânio, Adalvo e Bricio, fizeram suas carreiras e abriram as portas nas competições nacionais para os baianos.

O trio escreveu seu nome no cenário nacional e ainda hoje contribui e dita o ritmo das competições na região. Bricio Argolo é o atual presidente da Associação Ilheense de Surf e vem realizando grandes eventos na região, a exemplo dos Circuitos Sul-Baiano e Ilheense, seguindo a tradição da família.

Com apoio incondicional da rede de lojas em quase todos os eventos importantes da região, seja no surf, skate, futebol ou em qualquer esporte, a Backdoor é uma das poucas empresas do setor que realmente viveu do esporte e dá suporte ao mesmo durante seus 30 anos.
  
A tradição da família Argolo no surf brasileiro fez da Backdoor uma das mais conceituadas lojas do Brasil, hoje dirigida pelos quatro irmãos Argolos, Jânio, Adalvo, Bricio e Adhemar, que se dividem na rede de lojas espalhadas por Ilhéus, Itabuna e Salvador.

Deu para perceber que a história da Backdoor tem uma mistura com uma boa parte da história do surf brasileiro.
 
Parabéns a Backdoor pelos seus 30 anos e que venham outras décadas de dedicação e profissionalismo com o esporte e seus clientes.

O surf agradece!

Fonte SurfBahia

domingo, 14 de agosto de 2011

Direita Fantástica de OURS



Para quem achava que na Austrália as ondas mais pesadas só rolam na West Coast, se enganou. Dando uma volta pelo Vimeo encontramos muita coisa boa da East Coast australiana, mas entre elas um lugar mágico e desafiador, com direitas pesadas e quadradas chamou mais a nossa atenção. Tudo bem que não podemos desmerecer a [...]

Heitor Alves na Africa do Sul


Heitor Alves na Africa do Sul" /

"
O cearense Heitor Alves registrou sua viagem ao continente africano mostrando imagens dos melhores momentos em J-Bay e do seu freesurf em julho de 2011. Aperte o play! Heitor Alves in Africa from Pedro Felizardo on Vimeo.

sábado, 13 de agosto de 2011

Kelly e o filho do algoz


Kelly Slater e Andy Irons: vidas cruzadas. Foto: Aleko Stergiou.
 
Os dias têm sido difíceis. Um idiota metralha a paz da Noruega, bolsas entram no abismo, Obama erra no discurso, ministros e secretários se perdem na corrupção, o chefe rejeitado é suspeito de matar a subordinada gatinha, idiotas sequestram um ônibus cheio de trabalhadores no Rio. Nada mais justo que buscar um fôlego rápido na alienação do esporte.

Nem na seara de quem venera o espírito de Duke as coisas iam bem: a tropa brasileira ficou pelo meio do caminho em Huntington Beach. Exceção feita a Felipe Toledo, vencedor da Júnior. Era pouco para ano de redenção de nossa bandeira com a mensagem positivista.

Afinal, Miguel e cia. tinham atropelado em Trestles, numa onda teoricamente melhor que a de HB, e nosso histórico na meca do mercado do surf mundial sempre foi avassalador.

Mas tempos difíceis são sempre uma ótima janela para as melhores surpresas. Estava eu imerso no ofício do texto quando salpicou em minha caixa de entrada um e-mail do amigo Bráulio, uma imagem que circulou na cobertura do US Open.

Abri no automático, para desopilar a mente, imaginando ser uma foto de Taj Burrow socando mais uma vez a prancha após a 547ª derrota para seu maior algoz, quando uma imagem me desarmou. Nenhuma imagem de surfista seria mais esperada que aquela.

Mas o que eu vi foi Kelly Slater segurando o bebê Andrew Axel Irons, filho do único surfista que, um dia, lhe impôs uma dura derrota psicológica. Andy Irons morreu ano passado, mas deixou um legado muito maior que seus títulos e seu surf: deixou Andrew.

A foto, que vale pelo simbolismo, mostra um garoto olhando fixamente nos olhos de Kelly, como se dissesse: nasceu mais surfista um que não teme campeões mundiais. E Kelly, com a cabeça ligeiramente curvada para trás, parece observar admirado o filho de seu grande rival.

Um instantâneo talvez seja insuficiente para saber o que realmente passou na cabeça do americano ao segurar Andrew Axel no colo. A imagem veio em boa hora, porque Kelly andava tropeçando em atitudes e palavras, sem esconder algumas práticas egocêntricas e, algumas vezes, declarações inoportunamente direcionadas.

No Brasil, ignorou os apelos para que saísse da água e entregasse a camiseta depois de ser derrotado por Bobby Martinez. Mostrou descaso com a ASP ao trocar a etapa de J-Bay por um punhado de ondas perfeitas em Fiji.

Outro dia, postou um texto na rede social reclamando de surfistas brasileiros, reproduzido por um colunista de jornal no Rio: “Surfo com pessoas do mundo inteiro. Tem alguma razão para os brasileiros sempre darem a volta em você dentro d´água? Isso prejudica o surfe de todo mundo.”

A declaração irritou especialmente por ter sido dada num ano de novas janelas e conquistas inéditas para os surfistas brasileiros. Kelly não toma volta de brasileiro. Não toma volta de ninguém. Pelo contrário, o cara é venerado em qualquer line-up do mundo.

Outro dia, numa matéria para preencher o espaço da transmissão ao vivo de um evento, um repórter perguntou a alguns surfistas quem era o top que mais incomodava, impregnava, forçava a barra dentro d´água. Adivinhe qual foi a resposta do americano?

Você acertou se marcou Adriano de Souza.

Por tudo isso, ver Kelly segurando o filho de seu velho algoz no colo não tem preço. É a imagem de um campeão mais humano, menos Maquiavel, que muitos querem voltar a ver. Deveria ser muito mais reproduzida nas revistas e jornais que os instantâneos de aéreos insanos que lhe renderam merecidamente o maior troféu de Huntington Beach.

Tulio Brandão é colunista do site Waves e autor do blog Surfe Deluxe. Trabalhou três anos como repórter de esportes do Jornal do Brasil, nove como repórter de meio ambiente do Globo e hoje é gerente do núcleo de Sustentabilidade da Approach Comunicação.